Norte-coreanas ganham medalha no Mundial, mas se calam por ordem do governo

PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADO ESPECIAL
KAZAN, RÚSSIA (FOLHAPRESS) – As saltadoras norte-coreanas Un Hyang Kim e Nam Hyang Song obtiveram uma façanha ao conquistarem, nesta segunda-feira (27), a medalha de bronze na plataforma sincronizada de 10 m no Mundial de esportes aquáticos de Kazan, na Rússia.
Ninguém, porém, soube quais sentimentos passavam pelas cabeças da dupla após o pódio no Palácio Aquático, na cidade russa.
Elas não puderam conversar com a imprensa e nem compareceram à entrevista coletiva obrigatória das medalhistas. Motivo: o governo da Coreia do Norte tem uma determinação que proíbe atletas de se expressarem.
Assim, elas se negam a dar declarações.
Foi a primeira medalha da história do país em Campeonatos Mundiais nesta prova.
Kim e Song acumularam 325.26 pontos, atrás das chinesas Chen Ruolin e Liu Huixia (ouro, com 359.52 pontos) e das canadenses Meaghan Benfeito e Roseline Filion (prata, com 339.99).
A Federação Internacional de Natação costuma advertir ou até mesmo punir atletas que não compareçam a entrevistas com a imprensa, mas não impôs qualquer sanção às norte-coreanas, por entender as razões da recusa.
Na conferência de imprensa, canadenses e chinesas driblaram o constrangimento com elogios ao dueto norte-coreano.

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