Novo vice, coronel Nunes faz questão de sentar na cadeira de Del Nero

SÉRGIO RANGEL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Novo vice-presidente da CBF, o presidente da Federação Paraense de Futebol, Antonio Carlos Nunes, 77, fez questão de sentar na cadeira do presidente licenciado da entidade, Marco Polo Del Nero.

Desde que o dirigente paulista se licenciou do cargo no dia 3 após as acusações do FBI, nenhum cartola da CBF havia ocupado o assento no gabinete da presidência da CBF.

Horas depois de ser eleito o primeiro na linha de sucessão de Del Nero, coronel Nunes, como gosta de ser chamado, fez questão de ser fotografado no gabinete.

Ele até levou uma neta para fazer fotografias sentando na principal cadeira da entidade.  Durante a sessão, o paraense dava tapas na mesa 

Nesta quarta (16), coronel Nunes foi eleito vice-presidente na vaga de José Maria Marin, preso no exterior desde maio.

A eleição do coronel faz parte da estratégia de Del Nero para evitar a posse do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Defim Peixoto, 74, em caso de renúncia do dirigente licenciado.

Peixoto é opositor de Del Nero. Pelo estatuto da entidade, o vice mais velho comandará a entidade após a renúncia.

O paraense foi eleito na quarta para o lugar de Marin, que ocupava a vaga de vice do Sudeste. Os presidentes das federações da região abriram mão de lançar candidato para agradar Del Nero.

Nesta quinta (17), o coronel Nunes voltaria ao prédio da CBF para  “tomar conhecimento” das novas tarefas.

Por enquanto, a CBF é comandada pelo deputado federal Marcus Vicente (PP-ES), vice-presidente da Região Centro-Oeste.

Até então, Vicente se recusa a trabalhar na cadeira de Del Nero. Ele despacha diariamente de uma sala próxima da presidência.

Ao assumir o novo cargo, coronel Nunes afirmou na quarta que não existe corrupção no futebol brasileiro. Ele disse que o técnico do Paysandu, Dado Cavalcanti, é o melhor treinador do país e disse que Dunga terá que ter resultados para permanecer no cargo.

O dirigente contou também que é fã do lateral Yago Pikachu, que era do Paysandu, seu clube de coração, e foi negociado ao Vasco.   

Del Nero pediu licença do cargo após ser acusado polo FBI de integrar um esquema de recebimento de propina na venda de direitos de competições no país e no exterior.

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