Obama rejeita plano do Pentágono para fechar Guantánamo, diz jornal

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou o plano do Departamento de Defesa para o fechamento da prisão militar na baía de Guantánamo, em Cuba, informou nesta terça-feira (1º) o jornal “Wall Street Journal”.

De acordo com a reportagem, que ouviu autoridades familiarizadas com o tema, o governo considerou ser alto demais o custo do projeto de US$ 600 milhões (R$ 2,3 bilhões) para fechar o presídio.

Deste valor, US$ 350 milhões (R$ 1,35 bilhão) seriam destinados à construção de uma nova base em solo americano para transferir os suspeitos de alta periculosidade de relação com o terrorismo.

A rejeição ao plano apresentado pelo Pentágono é um novo obstáculo para que Obama consiga cumprir sua promessa de fechar Guantánamo antes do término de seu mandato, no fim de 2016.

A ideia de fechar a prisão sofre resistência da maioria republicana no Congresso dos EUA, a qual se opões à transferência dos presos para penitenciárias dentro do território americano.

A prisão de Guantánamo ainda tem 107 detentos, e o custo anual de sua manutenção é de US$ 400 milhões (R$ 1,55 bilhão). O projeto do Pentágono rejeitado por Obama previa que o custo anual da nova prisão seria mais baixo, de US$ 300 milhões (R$ 1,15 bilhão).

PRESO POR ENGANO

As autoridades americanas concluíram na terça que um iemenita preso por 13 anos em Guantánamo apresenta baixa periculosidade e teria sido confundido com outra pessoa.

O suspeito, identificado como Mustafa al-Aziz al-Shamiri, compareceu diante de um painel que deveria fazer uma avaliação sobre sua soltura.

Segundo um relatório do Pentágono, ele era um combatente islamita de baixo escalão no Afeganistão, e não um mensageiro e treinador da rede terrorista Al Qaeda, como se acreditava anteriormente. O documento diz que as autoridades o confundiram outro suspeito com nome semelhante.

Al-Shamiri está preso como combatente inimigo em Guantánamo desde a sua captura no Afeganistão, há mais de 13 anos. Não há acusação formal contra ele, e as autoridades ainda não anunciaram se vão libertá-lo.

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