Paraná aposta em pesquisa e tecnologia para melhorar produção

Mesmo representando 2,3% do território nacional, com 199 mil quilômetros quadrados de área, o Paraná anualmente se consolida como um dos maiores produtores de carne e grãos do Brasil. Em 2015, o Estado se manteve no ranking nacional como o segundo maior produtor de grãos. Ficando atrás apenas do Mato Grosso, que tem quase quatro vezes mais área para cultivo.

Divulgação
Entidades como Iapar e Emater estarão apresentando resultados de pesquisa no Show Agrícola

De acordo com dados da Faep (Federação da Agricultura do Paraná), o Paraná é atualmente o primeiro colocado nacional na produção de trigo, feijão, cevada, frango e tilápia, esse um mercado ainda em expansão no país. Ocupa a segunda colocação em soja, milho, mandioca e aveia e a terceira em cana-de-açúcar, carne suína e leite.

Para a Seab (Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná), a força do agronegócio paranaense tem relação com a eficiência produtiva. Para isso a pasta destaca o setor de pesquisa, capacitação e tecnologia como meios de garantia do aumento de produção. A agricultura avançou e é o setor que mais cresce no país, salvando a balança comercial do Brasil anualmente. O uso da tecnologia explica o bom desempenho agrícola. O desafio do Paraná é justamente melhorar e qualificar sua produção, tratando cada pedaço de chão com eficiência afirma o secretário da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara.

Ele alerta que o Paraná não tem mais capacidade de crescimento territorial da produção. Diferente do Mato Grosso, que ainda tem muito território para expandir a sua produção. Para isso, é preciso intensificar cada vez mais o uso de tecnologias para melhorar a produtividade no campo. Com esse objetivo, o Governo do Paraná estará presente nos cinco dias do Show Rural Cascavel, feira que atrai anualmente cerca de 220 mil agricultores.

De 1 a 5 de fevereiro, empresas públicas e secretarias estaduais, vão ocupar vários espaços no Show Rural para apresentar aos produtores as experiências e metodologias disponíveis para melhorar a produtividade no campo. Entre os temas que serão apresentados está a agricultura de precisão, manejo do solo, linhas de crédito e fomento à pesquisa. Com um espaço de 720 mil metros quadrados, o produtor rural terá a oportunidade de tirar dúvidas, conhecer linhas de crédito, e novos equipamentos para aumentar a eficiência de sua produção.

O principal objetivo da feira, de acordo com Ortigara, é a difusão de tecnologias voltadas ao aumento de produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Vamos renovar toda a atenção às boas práticas no campo, afirmou o secretário.

De acordo com o economista Pedro Loyola, coordenador do departamento técnico e econômico da Faep, apesar de uma área pequena, em comparação com estados do Centro-Oeste, o Paraná é destaque na eficiência de produção. Quando olha a organização da produção, o estado do Paraná se destaca. É um dos melhores do país, disse. Ele atribui esse bom desempenho ao tripé: capacitação, tecnologia e pesquisa. Essas feiras são muito importantes para difundirmos técnicas e debatermos o futuro da agricultura no Estado, afirmou.

Agricultura de precisão

Durante o evento, o governo estadual apresentará aos produtores, principalmente os pequenos, o programa de agricultura de precisão. Um projeto-piloto foi implantado na cidade de Tupãssi, na região Oeste. Atualmente, a técnica de agricultura de precisão vem sendo usada somente por grandes agricultores, que estão alcançando níveis de produtividade nas lavouras acima das médias regionais e estadual.

A Faep estima que 87% das propriedades, de 532 mil, tem áreas menores que 50 hectares e são consideradas pequena propriedade. A agricultura de precisão trata cada pedaço de solo com os elementos químicos necessários para otimizar a produção, afirma Ortigara.

Bacia leiteira

Outra área que receberá atenção especial é a pecuária leiteira. A intenção é melhorar a qualidade e a produção média de leite por vaca. Atualmente o volume diário, por animal, é de 8,3 kg. A meta é chegar a 10 kg vaca/dia, em quatro anos. Os técnicos também esperam que a produção de leite por hectare de pastagem passe dos atuais 7.200 quilos para 12 mil quilos por ano.

Com isso, espera-se uma redução de 15% do custo de produção do leite. Para alcançar esse resultado, os técnicos vão incentivar os produtores a aprimorar os rebanhos e, especialmente, selecionar as novilhas com maior potencial produtivo nas propriedades rurais. Aliado a isso, os técnicos vão estimular a melhoria da alimentação suplementar e a oferta de pastagens de melhor qualidade aos animais.

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