Pequim emite segundo alerta vermelho por poluição no mês

As autoridades de Pequim emitiram nesta sexta-feira (18) um novo alerta vermelho por conta de uma névoa de poluição que deve pairar sobre a cidade nos próximos dias. Na semana passada, a cidade emitiu seu primeiro alerta do tipo na história.

O alerta vermelho provocará o fechamento de escolas, a suspensão de atividades industriais e a implementação de um rodízio que deve tirar de circulação até metade dos carros da cidade. Moradores são recomendados a ficar em suas casas e a evitar atividades ao ar livre.

A capital chinesa não deve ser a única área afetada pela poluição. De acordo o Centro Nacional de Meteorologia, uma névoa com concentrações tóxicas de carbono deve se alastrar, entre sábado (19) e terça-feira (22) desde a cidade de Xian, no centro do país, até as cidades de Shenyang e Harbin, no nordeste.

Em Pequim, a concentração de partículas finas no ar pode chegar a 500 no índice de qualidade do ar (AQI, na sigla em inglês). Isso corresponde a mais de 20 vezes o nível considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde.

A poluição deve prejudicar a visibilidade, chegando a menos de 500 metros em alguns pontos da cidade, segundo o governo.

Na tarde desta sexta-feira, o nível de poluição na capital era de 80, considerado moderado. O céu estava azul e o sol brilhava.

A China é o principal país em emissões de carbono, e ainda depende de carvão para produzir mais de 60% da eletricidade que consome. O governo espera reduzir em 50% suas usinas termelétricas movidas a carvão nos próximos cinco anos, substituindo-as por fontes de energia nuclear, solar e eólica. O país promete atingir o pico de suas emissões até 2030.

Estudos científicos apontam a poluição na China como responsável por 1,4 milhão de mortes prematuras a cada ano, ou quase 4.000 por dia.

“Em uma perspectiva de longo prazo, a melhora da qualidade do ar não pode apenas depender de suspensões de produção temporárias ou restrições a algumas empresas”, afirmou em comunicado a agência de notícias oficial Xinhua.

“Fundamentalmente, isso precisa vir de um ajuste na estrutura industrial e energética, pois cortar as emissões em sua fonte é a solução permanente”, acrescentou.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Para cima