Região contabiliza perdas na agricultura e na pecuária

As incessantes chuvas das últimas semanas já vinham preocupando os produtores do Sudoeste e de outras regiões do Paraná. Mas nada foi tão impactante quanto os vendavais, as chuvas de granizo e a ocorrência de tornado na região na noite da última segunda-feira (13). Como grande parte dos danos ocorreu na zona rural, ontem as prefeituras contabilizavam os danos às atividades de agricultura e pecuária.

Leandro Czemiaski/PMFB

Dois aviários de pintinhos foram destruídos em Beltrão

Em vários municípios houve danos às lavouras de trigo e milho, assim como prejuízos aos aviários, granjas de suínos e produção leiteira. Alguns proprietários relataram animais mortos.

Tivemos cerca de 25 propriedades atingidas, disse o secretário de Desenvolvimento Rural de Francisco Beltrão, Nelcir Basso, sobre o tornado que passou por várias localidades, partindo de Rio Pedreiro, passando por Volta Alegre, Quilômetro 15, Quilômetro 12, Quilômetro 8, e por fim chegando à cidade. A prefeitura avalia que houve pelo menos R$ 5 milhões em prejuízos no interior.

Teve dois aviários afetados, que estavam com cerca de 60 mil pintinhos dentro. Tem também um criador de aves exóticas, ornamentais, que também foi atingido. Morreram alguns animais, ovelhas, bezerros. Em um dos casos, toda a propriedade foi arrasada. Tem uma propriedade, onde tem a central de inseminação da Associação Paranaense de Suinocultores. Lá não morreram animais, porque tinham sido retirados em abril, mas destruiu todas as instalações, citou.

Além disso, áreas de reflorestamento foram devastadas ao longo do trajeto do tornado. Ele [o tornado] abriu um carreiro, de menos de 200 metros de largura, por onde passou. Onde tinha árvores, agora passa caminhão, acrescentou o secretário.

Em Ampére também houve vendaval, e, segundo a Secretaria Municipal de Agricultura, os produtores que tinham milho na lavoura perderam grande parte da produção. A secretaria informou que ainda havia bastante milho, porque os agricultores não conseguiram fazer a colheita nas últimas semanas, devido à chuva. O município fazia o levantamento das demais perdas.

Mariópolis também foi atingido por fortes ventos (ao contrário do caso de Francisco Beltrão, ainda não se havia confirmado se foi ou não um tornado). Lá, segundo o coordenador da defesa civil Leandro Titon, vários produtores relataram danos às instalações, como barracões descobertos e equipamentos danificados. Mas uma das maiores dificuldades que permaneciam era a falta de energia elétrica, o que afeta em especial a produção de leite. Como houve rompimento da rede elétrica em vários pontos, vai demorar para a Copel restabelecer a energia. E com isso certamente vai haver prejuízo à atividade leiteira, destacou.

Segundo ele, as características dos resquícios do vendaval – como os danos lineares – indicam que tenha de fato se tratado de um tornado. A prefeitura atendeu as famílias atingidas com lonas, e até a noite de ontem ainda enviava água e mantimentos às comunidades afetadas.

Em Francisco Beltrão, várias estradas rurais ficaram obstruídas. Na manhã de ontem, máquinas particulares e da prefeitura trabalharam para reabri-las, e permitir a circulação dos caminhões de leite, dos aviários e de ração. E o Corpo de Bombeiros e a polícia ajudam nessa parte, para que o pessoal depois tenha mais facilidade na hora de pedir o seguro, explicou Basso.

Até o fechamento desta edição a reportagem tentou entrar em contato com Vitorino, Pérola do Oeste e Bom Jesus do Sul, a fim de obter detalhes sobre as perdas nas atividades rurais, mas os responsáveis estavam em áreas remotas, sem sinal de celular, atendendo as propriedades atingidas.

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