Resta a reação

Pelo que temos observado do mercado, o que ele tinha que cair já ocorreu, assim o gerente comercial de grãos da Coopertradição, Alberto Santin avalia as cotações do mercado agrícola.

O observação de Santin é resultado do que especialistas chamam de ciclo baixista, ou de baixa, que na prática tem ligação com os preços das commodities, que são definidos em dólar.

No entanto, a moeda americana não é a única que pode interferir, positiva, ou negativamente para o fim do ciclo baixista. Santin aponta que, para voltar a cair (cotações), as notícias deveriam ser mais otimistas.

Segundo ele, olhando para o campo brasileiro e para a América do Sul, que está em plena colheita de safra, a estimativa não é otimista no que se refere a produtividade.

O cenário vêm revelando a quebra de produção na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), ainda estamos observando o excesso de chuva no Paraná que deve resultar em 1 milhão de tonelada de perca, narra o gerente comercial ponderando, tem muito que acontecer ainda, mas mesmo assim, é uma grande safra.

A avaliação de Santin leva em consideração ainda o fato de o Rio Grande do Sul não ter iniciado sua colheita de soja na segunda quinzena de fevereiro e ainda ter áreas com produtos no campo.

Segundo, o analista de commodities, Steve Cachia, nos últimos anos, o Brasil somente não sentiu amplamente a baixa dos preços internacionais, em virtude da desvalorização do Real, que acabou contribuindo para os níveis mais altos do mercado.

Arquivo Diário do Sudoeste

A situação política-econômica brasileira é também para Santin  motivador da oscilação do mercado interno, principalmente, quando o assunto é valoração cambial. A volatilidade que temos observado no câmbio nos últimos dias (60 dias), é que deve direcionar os preços a partir de agora.

A  agitação cambial, segundo o gerente da Coopertradição que resultou na variação do Dólar em 10% no mercado brasileiro, tem ligação direta, com a queda de pouco mais de 9% na média nacional de comercialização do soja em fevereiro.

O único fator que pode contribuir para uma grande variação, como a vista em fevereiro é a alta do dólar, explica Santin.

Comparando o comportamento as variações no mercado brasileiro, com a Bolsa de Chicago, Santin comenta que há seis meses, a cotação da soja em dólar estava a 8 dólares ao bushel (medida utilizada na valoração das commodities), atualmente varia 8,70 a 8,80 dependendo do mês.

Santin lembra que as cotações em dólar, não alteraram praticamente nada, mas o que teve mudança foi a moeda (Dólar e Real).

Atualmente o valor pago pela saca de soja é ruim a partir do momento que olha pela cotação do Dólar, afirma o gerente, comentando que se observado somente pelo preço do dólar, a saca está na menor cotação dos últimos dez anos.

Porém, ele ressalta que o produtor brasileiro teve a grata sorte que o câmbio repôs a preda de soja em dólar e mais um percentual. Com isso, ainda temos preços atraente, caso contrário estaríamos com soja muito abaixo.

Dúvidas

O analista de commodities, Steve Cachi avalia que 2016 pode ser considerado como um ano de dúvidas para o produtor brasileiro. Para essa observação ele também leva em consideração o momento político-econômico do brasil.

Segundo ele, a torcida para perdas na safra norte-americana não necessariamente se transformarão em melhores preços reais para o produtor brasileiro, uma vez que tudo vai depender das variações cambiais.

O analista também alerta para o que define como prudência e ainda baixa do Dólar em Chicago. 

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