São Paulo joga mal, mas se classifica para Libertadores

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com uma vitória por 1 a 0 contra o Goiás no Serra Dourada, neste domingo (6), o São Paulo salvou um ano conturbado e se classificou para a Libertadores de 2016. O resultado deixou a equipe com 62 pontos, na quarta colocação.

O gol só saiu aos 47 minutos do segundo tempo, com lindo gol do atacante Rogério.

O técnico Milton Cruz relembrou os tempos do colombiano Juan Carlos Osório, que dirigiu o time neste ano, e escalou a equipe em um 4-2-3-1, com Carlinhos na ponta esquerda, Ganso pelo meio e Michel Bastos pela direita. Pato cedeu lugar a Reinaldo, que ocupou a lateral esquerda.

O São Paulo começou o jogo sem pressa e valorizando a posse de bola. Satisfeito com o empate, a equipe não forçava a defesa do Goiás, que apesar da necessidade de uma vitória para ter possibilidade de escapar da Série B, marcava atrás do meio-campo.

O primeiro lance de perigo só veio aos 39 min, após boa tabela entre Alan Kardec e Thiago Mendes. O volante recebeu dentro da área, mas não conseguiu tirar do goleiro Renan que fez boa defesa.

Pouco depois, aos 43 min, Thiago Mendes e Kardec levaram perigo ao gol esmeraldino novamente, mas desta vez a assistência foi do volante. Dentro da área, o atacante recebeu passe, mas dominou mal e não pode finalizar. Ainda assim, a bola foi em direção ao gol e Renan fez outra boa defesa.

O segundo tempo começou morno, com o São Paulo tocando a bola sem objetividade. Os mais de 35 mil torcedores tentavam empurrar o Goiás para uma improvável fuga do rebaixamento e, com a substituição do meio-campista Liniker pelo atacante Carlos, o time esmeraldino começou a dar sinais de que poderia complicar a vida do São Paulo.

Na parte final do jogo, Milton Cruz colocou o volante Wesley no lugar do lateral Bruno, aos 33 min, e, cinco minutos mais tarde, o zagueiro Lyanco no lugar de Thiago Mendes, o melhor em campo.

Nos minutos finais, o técnico Danny Sérgio, do Goiás, lançou a equipe para frente. Colocou o meio-campista Arthur no lugar do lateral Gimenez, e o atacante Ruan no lugar do meia William Kozlowski, mas não obteve resultado.

Rogério, que havia substituído Michel Bastos poucos minutos antes, recebeu na ponta esquerda, limpou o zagueiro e acertou um lindo chute cruzado no ângulo do goleiro Renan para por números finais à partida.

ANO CONTURBADO

Tido até pouco tempo atrás como modelo de gestão, o São Paulo passou por inúmeras crises, dentro e fora de campo, em 2015. Os bastidores do clube foram destaque nos noticiários durante o ano todo, com direito a agressão entre dirigentes, acusações de corrupção e a consequente renúncia de Carlos Miguel Aidar da presidência.

O clube também teve problemas com alta de patrocínio e atrasos de salários. Os problemas extracampo refletiram em instabilidade da equipe ao longo do ano.

Contratado em julho, o técnico colombiano Juan Carlos Osorio chegou a dizer que não confiava na diretoria. Ele deixou o São Paulo em outubro para comandar a seleção mexicana.

O time trocou de técnico cinco vezes em 2015. Muricy começou o ano no comando, mas, por problemas de saúde, deu lugar a Milton Cruz. Depois vieram, Osorio, Milton Cruz novamente, e Doriva, que durou apenas sete partidas. Com a saída do treinador, Milton Cruz, outra vez assumiu a equipe no final do campeonato.

Dentro de campo, o São Paulo viu os rivais se destacarem ao longo do ano. Santos e Palmeiras duelaram entre si em duas finais, no Paulista e na Copa do Brasil, com um título para cada lado. O Corinthians sobrou no Brasileiro e, garantiu o título com três rodadas de antecedência.

Não bastasse o triunfo do rival, o São Paulo sofreu a maior goleada de sua história contra o time alvinegro, justamente no dia da comemoração do título. A derrota por 6 a 1 foi mais uma de várias goleadas contra os três rivais durante o ano.

A classificação para a Libertadores salvou o ano do São Paulo, que terá de se reformular no ano que vem. Rogério Ceni, que se aposentará, e Luis Fabiano e Pato, com o contrato chegando ao fim não estarão na equipe em 2016.

GOIÁS

Renan; Gimenez (Arthur), Alex Alves, Fred e Rafael Forster; Patrick, David, William Kozlowski (Juan) e Liniker (Carlos Eduardo); Erik e Bruno Henrique

T.: Pachequinho

SÃO PAULO

Denis; Bruno (Wesley), Lucão, Edson Silva e Renaildo; Hudson, Ganso e Carlinhos; Thiago Mendes (Lyanco), Alan Kardec (Rogério) e Michel Bastos

T.: Milton CruzEstádio: Serra Dourada, em Goiânia

Árbitro: Ricardo Marques Ribeirto (MG)

Gol: Rogério , aos 47 min do 2º tempo

Cartões amarelos: Liniker, David e Alex Alves (Goiás); Ganso (SPFC)

Público: 34.284

Renda: R$ 329.310,00

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