Seleção feminina de basquete perde técnico em meio à crise

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Luis Augusto Zanon não é mais o técnico da seleção feminina de basquete. O treinador pediu o afastamento do cargo nesta sexta-feira (11) alegando problemas de saúde que não permitiam continuar com a “intensidade necessária para conduzir a equipe brasileira”.

No comunicado divulgado no site da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Zanon pontuou que a decisão era pessoal e contrária à vontade da CBB.

A modalidade enfrenta um racha entre clubes e CBB. As seis equipes que compõem a LB (Liga de Basquete Feminino) reivindicam maior participação no planejamento da seleção brasileira e criticam o trabalho da comissão técnica, até então encabeçada por Zanon.

Insatisfeitos, os clubes cogitam não ceder suas jogadoras para a disputa do evento-teste da modalidade para a Olimpíada de 2016, de 15 a 17 de janeiro.

No último sábado, a CBB ignorou o boicote e divulgou uma lista de 12 convocadas para defender a seleção, que devem se apresentar em 6 de janeiro. Caso não compareçam, a entidade tomará medidas legais e acionará o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Zanon vinha sendo acusado de não acompanhar os jogos dos times na liga e não entrar em contato com as comissões dos clubes.

Os clubes exigem a imediata reformulação do departamento técnico da CBB e que os seis técnicos destas agremiações passem a integrá-lo e já façam a convocação para este evento-teste. Este colegiado também quer ser responsável pela elaboração da programação até a Olimpíada e também da convocação.

VEJA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO

A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) comunica o pedido de afastamento do técnico Luiz Augusto Zanon do comando da Seleção Brasileira Adulta Feminina. O treinador pediu desligamento do cargo nesta sexta-feira (dia 11).

“Venho a público declarar a difícil decisão que tomei para abdicar do cargo de técnico da Seleção Brasileira Adulta Feminina, para preservar meus problemas de saúde, pois temo não permitir a dedicação e a intensidade necessárias para conduzir a equipe brasileira, da forma que entendo, em uma competição da importância que tem o torneio de basquete dos Jogos Olímpicos. Pela história que construí no basquete, modalidade que amo e que trato com o respeito devido, raro hoje em dia, preferi sofrer com esse afastamento voluntário, do que sofrer por não estar em condição momentânea de cumprir uma parte importante e fundamental do projeto, que criamos e desenvolvemos desde 2013 e que, com absoluta certeza, será vencedor no tempo devido. Quero deixar aqui os meus votos de sucesso para o novo treinador que a CBB venha a contratar, já me colocando à disposição para transmitir todas as informações das quais ele venha precisar, embora nossa Comissão Técnica tenha totais condições e competência para isso”, afirmou.

O treinador também agradeceu à CBB pela compreensão e pelo apoio irrestrito, em todos os aspectos, que sempre teve no comando da seleção.

“Registro, também, que essa decisão é pessoal e contrária à vontade da CBB. Desejo a todos da Confederação o sucesso que merecem. Conheci todas as dificuldades que as pessoas que lá trabalham têm na condução da modalidade e pude comprovar que todo o trabalho é limitado exclusivamente pela falta de recursos e não por falta de conhecimento ou comprometimento. Sempre fui respeitado como pessoa e profissional. Aproveito para agradecer a cada integrante da comissão técnica e as atletas que comandei pelo seu profissionalismo e dedicação”, finalizou Zanon.

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