Show com erro, esvaziamento e virtuose do Cirque du Soleil abre Pan

ITALO NOGUEIRA, MARCEL MERGUIZO E PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADOS ESPECIAIS
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) – Sob os olhares de quase 45 mil espectadores presentes ao Rogers Centre, foi aberto nesta sexta-feira (10) o Pan de Toronto.
A cerimônia foi conduzida pelo grupo de arte canadense Cirque du Soleil. Durante as quase duas horas e meia de cerimônia, os 625 artistas se penduraram em panos, correram em esteiras imaginárias, deram mortais de bicicletas, representaram deuses imaginários e abusaram das coreografias.
O show teve momentos cansativos e não chegou exatamente a empolgar a plateia. O desfile das delegações, especialmente durante a aparição da equipe canadense, cujo porta-bandeira foi o canoísta Mark Oldershaw, foi a única parte a tirar o público das cadeiras.
Pelo Brasil, o nadador Thiago Pereira foi o responsável pela condução da bandeira. Os atletas do time nacional trajaram ternos (homens) e vestidos (mulheres) com as cores verde, amarelo, azul e branco.
O presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), o alemão Thomas Bach, assistiu ao evento dentro da arena.
O início da solenidade foi surpreendente. Em um vídeo, ex-velocistas do atletismo do país, campeões olímpicos do revezamento 4 x 100 m nos Jogos de Atlanta-1996, revezaram-se na condução da tocha até o topo da CN Tower, torre que é símbolo da cidade.
No cume, Donovan Bailey, componente daquele revezamento e campeão olímpico dos 100 m naquela Olimpíada, “pulou” (não ele, mas um dublê) de para-quedas e aterrissou no teto do Rogers Centre. Em seguida, já em “carne e osso”, ele desceu com a flama pan-americana em mãos e a deixou no palco -ela lá permaneceu por toda a festa.
Em seguida ao ato que homenageou Bailey e seus ex-companheiros, o Cirque du Soleil voltou a se apresentar. Contorcionismos, labaredas e saltos se sucederam em meio a mais homenagens a ex-atletas canadenses, como Mark Messier e Bobby Orr, que brilharam no hóquei sobre o gelo, esporte número 1 local.
Ao fim da apresentação do circo, grande parte do público começou a deixar o Rogers Centre. Nem sequer ouviu do presidente da Odepa (Organização Desportiva Sul-Americana) que os Jogos estavam oficialmente abertos -alguns presentes demonstraram insatisfação com o cartola por causa da longa fala.
O ato final envolveu outra importante equipe canadense do atletismo. Desta vez, feminina, a do revezamento 4 x 400 m que amealhou a prata em Los Angeles-1984.
Ao longo seguidas passagens da tocha, uma das integrantes daquele time, Jillian Richardson, errou o caminho previsto. Mas nada que mudasse o a rota da cerimônia.
Coube a dois basqueteiros o trajeto final até o acendimento da pira do Pan, já com o estádio bem esvaziado. Andrew Wiggins, do Minnesota Timberwolves (NBA), passou a flama para Steve Nash, eleito duas vezes Jogador Mais Valioso da NBA e recém-aposentado, que acendeu a pira.
Fogos de artifício espocaram dentro do Rogers Centre e no alto da CN Tower em celebração ao início do Pan, cujas primeiras medalhas sairão em disputas neste sábado (11).

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