Thiago Pereira vê calendário apertado como desafio para recordes no Pan

ITALO NOGUEIRA, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) – Desta vez não é uma fase preliminar mais longa, como na Rio-2007, nem a altitude de Guadalajara-11. O desafio do nadador Thiago Pereira para quebrar o recorde de medalhas em Jogos Pan Americanos é o calendário apertado das provas de natação.
Com 18 medalhas de Pan, ele tem três marcas a serem batidas em Toronto-15. Precisa de outras cinco para superar o ginasta cubano Erick López, que tem 22. Se o brasileiro conseguir sete ouros, também supera o caribenho neste quesito -atingindo 19 no total.
Duas medalhas já garantem ao nadador o título de brasileiro com maior número de medalhas no Pan, superando Gustavo Borges, que tem 19. 
Tudo isso deve ser alcançado em oito provas num intervalo de quatro dias -todas têm uma eliminatória antes da final.
“No Rio tivemos semifinal, então foi [uma fase preliminar] bem mais longa. Guadalajara teve altitude. E aqui tem menos dias. Dificulta porque acaba acumulando um pouco as provas. Mas não está tão tenso no último dia”, disse ele nesta quinta-feira (9) após chegar à Vila dos Atletas.
Escolhido para ser o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura, Pereira afirma que vai pensar prova após prova para atingir sua marca pessoal. Ele cai pela primeira vez na piscina na quarta-feira (15) para a eliminatória de 200 m peito. 
“Se for pensar nas sete de ouro… Antes de brigar pelas medalhas temos um passo. Antes tenho as eliminatórias. Tenho que ter calma e ser bastante inteligente dentro das provas. Algumas provas, se puder dosar na parte da manhã, deixar para forçar numa outra, na parte da tarde. Tem que ser bem pensado durante a semana. A questão do recorde é deixar rolar no dia após dia”, disse.
APOIO MATERNO
Thiago vai contar com a famosa torcida de sua mãe, Rose Vilela, nas arquibancadas de Toronto. Conhecida pelos berros “Vai, Thiago”, ela desembarca no domingo (12) no Canadá. Antes, substitui o nadador num casamento.
“Ela não consegue chegar antes. Meu primo está casando no sábado. Eu seria padrinho mas não vou conseguir ir. Então ela vai estar lá me substituindo como padrinho”.
Ele conta que o apoio do mãe o acompanha desde o Pan de Santo Domingo-03. Desde então os berros da mãe são famosos na delegação de natação.
“Era meu primeiro Pan. O Henrique Barbosa falou para mim: ‘Fala para sua mãe segurar lá senão ela vai ficar doida.’ Ela torce até em reprise. Eu falo para ela que ela já sabe o resultado, mas ela diz: ‘Não importa. Eu tenho que gritar'”, disse o nadador.

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