Usou, lavou, devolveu

Coleta das embalagens de agrotóxicos em Pato Branco se inicia segunda-feira

Ao final de 2015, o Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos divulgaram o recorde de recolhimento de embalagens vazias de agrotóxico comercializadas no Estado.

No ano passado, o retorno das embalagens totalizou cerca de 6 mil toneladas. Em 2014, foram recolhidas 5,3 mil toneladas de embalagens de defensivos.

Somente no Sudoeste foram recolhidos no ano passado, 610 toneladas de embalagens, segundo o presidente da Arias (Associação dos Revendedores de Insumos Agrícolas do Sudoeste do Paraná), Altemir Simonato. Ele comenta que o volume recolhido em 2015, atingiu 95% das embalagens comercializadas na região na safra 2014/2015.

Sabemos que esse 5% que não retornou, são de embalagens que o agricultor não consumiu todo o produto, disse Simonato, relatando que a margem de não adesão ao sistema de devolução é bastante baixa.

Segundo o presidente da Arias, o objetivo da entidade é melhorar ainda mais a eficiência de coleta das embalagens. Estamos tendo um trabalho muito bem conduzido pela empresa que faz a coleta das embalagens, mas vamos continuar destacando a importância de que o sistema implantado tenha continuidade, pontuou.

A continuidade a que Simonato se refere pode ser observada até mesmo pela melhora dos índices de 2014 para 2015. Mesmo que a variação não tenha sido grande, 2,69% o resultado é tido como satisfatório, uma vez que foram coletados 549 toneladas de embalagens.

Estimativa

Destacando que a abertura de novas áreas de lavoura não vem ocorrendo na região, Simonato aponta que mesmo assim o consumo de agrotóxico vem apresentando uma crescente na busca da eficiência produtiva do campo.

Essa alta de consumo de defensivos deve representar, segundo o presidente da Arias, um aumento de 5% da devolução das embalagens este ano na região.

Benefícios

Conforme Simonato o principal reflexo da coleta de embalagens de agrotóxicos está no meio ambiente. A imagens de embalagens jogadas nas estradas, nas encostas de rios ficou no passado, afirma o presidente da Arias, relatando a mudança de comportamento dos agricultores desde que o cronograma foi instalado.

Ele também pontua que o sistema de calendário anual de coleta das embalagens envolvendo todos os municípios da região vem se mostrando eficiente. Com certeza se o produtor tivesse que se deslocar até a empresa para a entrega dos recipientes, não teríamos atingido esse resultado.

Destinação das embalagens

Em um retorno muitas vezes inesperado, o próprio produtor rural volta a conviver com produtos cuja matéria prima são as embalagens de agrotóxico de safras anteriores.

De acordo com Simonato, muitas das embalagens devolvidas após o processo de reciclagem são transformadas em novas embalagens de agrotóxicos, contudo, ele também comenta a confecção de conduítes de energia, postes para cercas, embalagens de óleo lubrificante e tubulações.

Manejo das embalagens vazias

O Inpev alerta que as embalagens de defensivos agrícolas são classificadas em dois grupos: laváveis e não laváveis. As embalagens laváveis são rígidas (plásticas, metálicas ou de vidro) e servem para acondicionar formulações líquidas para serem diluídas em água.

Entre as embalagens rígidas, as plásticas predominam. As metálicas, geralmente representadas pelos baldes de folha de aço, representam apenas 10% de todo o volume de embalagens de defensivos agrícolas no Brasil.

De acordo com a legislação brasileira, todas as embalagens rígidas de defensivos agrícolas devem ser submetidas ao processo de lavagem. Essa prática reduz os resquícios do produto na embalagem, impedindo que esses resíduos sequem e, assim, contaminem a própria embalagem. Além disso, os procedimentos de lavagem, quando realizadas durante a preparação da calda, garantem a utilização de todo o produto, evitando tanto o desperdício como a contaminação do meio ambiente.

O instituto alerta que a lavagem é indispensável para a segurança do processo de destinação final das embalagens de defensivos agrícolas, sobretudo quando seguem para reciclagem.

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