Vendas do comércio varejista registram queda no Paraná e no Brasil, mostra IBGE

O volume de vendas do comércio de varejo paranaense caiu 9% em dezembro de 2015 em relação ao mesmo mês de 2014. Na média nacional, o recuo foi de 7,1% segundo a Pesquisa Mensal do Comércio realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nessa terça-feira (16). O resultado não considera os ramos de veículos, motos e material de construção.

Setores de tecidos, vestuário e calçados teve queda de 9,4%

Os principais responsáveis por esse resultado foram os setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-26,6%), móveis (-21,6%), artigos de uso pessoal e doméstico (-15,2%), combustíveis e lubrificantes (-12,7%), livros, jornais revistas e papelaria (-12,7%), eletrodomésticos (-12,3%), tecidos, vestuário e calçados (-9,4%) e hipermercados e supermercados (-6,6%).

No acumulado de janeiro a dezembro de 2015, o comércio varejista do Estado recuou 3,2% ante decréscimo de 4,3% na média nacional. As principais contribuições negativas vieram dos ramos de móveis (-17,2%), livros, jornais, revistas e papelaria (-12,8%), tecidos, vestuário e calçados (-10%) e eletrodomésticos (-7,9%).

Ampliado

Na definição ampliada da pesquisa, que contempla, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de materiais de construção, foi identificada queda de 12,3% no mês de dezembro e de 9,3% no acumulado do ano de 2015 no Paraná. No Brasil, o volume de vendas comercial mostrou variação negativa de 11% no mês e redução de 8,6% no acumulado do ano.

Para o economista Francisco José Gouveia de Castro, diretor do Centro Estadual de Estatísticas do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), o resultado do comércio varejista é reflexo do agravamento das condições macroeconômicas nacional, que vem influenciando negativamente todos os Estados.

A redução da renda líquida dos consumidores, devido ao aumento do desemprego, do crescente endividamento da população e a aceleração da inflação, combinado com as expectativas negativas quanto ao futuro da economia, contribuiu para a redução do volume de vendas do comércio varejista, afirma o economista.

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