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Reino Unido se prepara para retomar eventos e testar passaporte de vacinas

O Reino Unido se prepara para testar uma série de medidas que vão permitir a retomada de algumas atividades no país após o pico da pandemia da covid-19. Dentre elas, autoridades propõem a testagem das pessoas nas entradas e saídas de eventos esportivos, shows e boates. Além disso, há a ideia do “passaporte covid-19”, que deve mostrar se a pessoa já recebeu alguma dose da vacina e o histórico de testes negativos ou positivos.

A proposta do passaporte está sendo debatida em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos e em Israel. A crítica é sobre a privacidade médica das pessoas e também sobre a possibilidade de discriminação de pessoas e nações mais pobres, que não têm acesso imediato às vacinas.

Dezenas de políticos britânicos, incluindo alguns do próprio Partido do primeiro-ministro, Boris Johnson, são contrários a essas medidas. O ministro Michael Gove, que liderou a força-tarefa responsável pela elaboração dos planos, reconheceu que os passaportes para vacinas levantaram “uma série de questões práticas e éticas” que precisavam ser resolvidas antes de qualquer implementação mais ampla.

Mas o ministro dos esportes do Reino Unido, Nigel Huddleston, enfatiza que “os primeiros pilotos quase certamente não envolverão nenhum elemento de certificação”, mas envolverão testes antes e depois dos eventos. Segundo ele, Johnson deve dar mais detalhes sobre os passaportes do coronavírus amanhã.

Os primeiros eventos que funcionarão desta forma serão a semifinal da FA Cup, programada para o fim do mês no Wembley Stadium, em Londres, e a final do evento, que vai ocorrer em 15 de maio. A previsão é de que no primeiro teste haja 4 mil pessoas no estádio, que tem capacidade para 90 mil. No segundo caso, poderão participar até 21 mil pessoas.

Também nesta semana, o governo deve definir maneiras de flexibilizar as restrições a viagens internacionais. Na semana passada, o Reino Unido adicionou mais quatro países à sua lista vermelha de proibições de viagens. Em 9 de abril, a lista vermelha do Reino Unido deve ter até 39 países. O objetivo é evitar que mais variantes do vírus – especialmente aquelas detectadas pela primeira vez no Brasil e na África do Sul – cheguem ao território britânico.

As autoridades dizem que cerca de 47% da população do país recebeu a primeira dose da vacina contra o coronavírus, e mais de 5 milhões de pessoas receberam a segunda dose. Apesar do sucesso na vacinação, a Grã-Bretanha ainda tem o maior número de mortes por covid-19 da Europa, em torno de 127 mil.

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