Opinião

NOSSAS ESCOLHAS, NOSSOS CAMINHOS!

Prezados leitores, nesse interlúdio de tempo que nos separa das férias de inicio de ano e o ano letivo, estou aproveitando nosso espaço para propor algumas reflexões que, de certa maneira, dizem respeito à educação, mas não diretamente.
Falamos, no texto da semana passada, sobre “desejos de ano novo”, pois bem, hoje escolhi para nossa reflexão um poema de Cecilia Meireles.
E, por que escolhi o tema contido nesse poema?
Simplesmente porque penso que, na verdade, nossa vida, é feita de escolhas. 
Temos desejos, temos possibilidades, temos encontros e desencontros. E temos escolhas.
A poetisa, no texto ISTO OU AQUILO, diz:
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva! 
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva! 
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa 
estar ao mesmo tempo em dois lugares! 
Ou guardo dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e não guardo o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo. 
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
É isso, nossa vida é feita de escolhas, precisamos diariamente escolher entre isto ou aquilo.
E, evidentemente, que as escolhas não são poéticas. Pelo contrário, é a dureza da vida que nos propõe que escolhamos.
Fazer escolhas nem sempre é fácil. O poema da Cecília Meireles, Ou Isto ou Aquilo, apresenta, com leveza, aspectos de um processo de escolha tão óbvios quanto difíceis de serem assumidos, por adultos, jovens e crianças. 
Em situações cotidianas em que “fazer opções” está de alguma forma presente no dia a dia, a letra deste poema nos faz lembrar que, seja o que for, é preciso optar por isto, ou aquilo e, simultaneamente, excluir ou isto, ou aquilo.
Talvez essa seja a ironia de nossas vidas. Queremos ambos, isto e aquilo, mas a vida nos permite apenas uma das duas coisas, e então, somos obrigados a abrir mão de uma delas.
Ou seja, nossa vida é feita de escolhas, Boas ou más. Corretas ou incorretas. Mas são escolhas que a vida nos propõe. 
O certo é que a vida sempre foi feita de escolhas, desde quando nascemos até esse momento que estamos lendo esse poema, sempre houve dias iguais e dias novos que vem ao amanhecer, no nascer do sol, sejam dias bons ou não.
Quem dá o tom do dia somos nós mesmos. Quem escolhe uma coisa ou outra, somos nós mesmos. Porém, nossa percepção humana faz com que coloquemos nos outros as responsabilidades por nossas escolhas. 
Talvez por ser mesmo uma questão humana, quando acertamos na escolha, fomos nós que o fizemos, com nosso livre arbítrio. Porém, quando erramos, as desculpas recaem sobre os outros.
Se somos nós que damos o tom na nossa vida, é interessante observar que, muitas vezes, levamos uma vida morna, meio sem sentido, meio sem graça. 
Talvez precisássemos escolher melhor, e penso até que aprender contestar, a combater o desamor, a frieza dos sorrisos, os “bons dias enlatados”, a frouxidão dos abraços. A indiferença nos encontros familiares e profissionais, os cumprimentos sussurrados, a covardia e a falta de coragem para acertar nas escolhas, para abraçar, sinceramente, as pessoas que amamos.
A vida é uma constante sequência de escolhas, algumas quase sem importância no rumo do futuro. E outras que irão mudar a vida para sempre.
Impossível saber qual é a escolha certa 100% das vezes, mas é possível saber qual escolha não queremos para nós.
Afinal até que ponto vale a pena lutar por aquilo que se quer. Não sob o ponto de vista da perseverança. E sim do tempo perdido, desperdiçado em uma batalha da qual o objetivo é utópico.
Com Cecília Meireles, penso que é tempo de escolhermos entre ISTO OU AQUILO, e tentar fazer a escolha certa para nossa felicidade e dos que amamos, pense nisso enquanto lhe desejo boa semana! 

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