Opinião

Voto consciente

Por Judinei Vanzeto

Neste domingo, dia 15 de novembro, acontecerá um ato de suma importância para os 5.570 municípios e Distrito Federal. Os eleitores decidirão os próximos quatro anos de seus municípios. Ao apertar no teclado da urna eletrônica estará decidindo o próprio futuro e de seus filhos. Isso faz parte da democracia, o povo no poder.

A democracia é uma das formas de governo em que na qual o povo possui o poder de governar. Esse poder de governar, no entanto, acontece pela participação no voto, bem como no acompanhamento das ações dos eleitos. O modelo democrático vigente no Brasil é representativo. Escolhe-se alguém, por meio do voto, para tomar as decisões em nome da população.
A democracia exige participação, liberdade e compromisso. O voto é uma forma indireta de participar, na qual o eleitor dá carta branca para alguém governar em seu lugar. Porém o compromisso democrático não termina ao apetar a tecla “FIM” na urna eletrônica.

Muitas pessoas demostram aversão ao ouvir falar de política, identificam como uma “coisa suja”, “pura corrupção”, em que na qual “não deve se meter”. Manifestam apatia para com a política como se dela não dependesse e que seu único compromisso fosse apenas nas eleições.
A política relaciona-se com toda a vida organizativa das pessoas em sociedade e tem o papel fundamental na mediação de conflitos, tendo por finalidade o bem comum. Assim, a política é uma coisa boa porque interfere na vida de todas as pessoas.

O Papa Francisco afirmou que “a boa política está a serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras”.

Uma pessoa, ao nascer num determinado país, automaticamente, está submetida a um conjunto de normas que irão reger sua vida em todos os âmbitos. No Brasil, uma criança registrada como brasileira passa a ter seus direitos assegurados pelo regimento da Constituição Federal de 1988. E quando atingir a maioridade terá que cumprir seus deveres também.
Os artigos 5º, 6º e 7º da Constituição Federal trazem os diretos e deveres dos brasileiros. Especialmente, asseguram uma série de direitos sociais, como, por exemplo, educação, saúde, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e tantas outras assistências e amparos.

Os políticos, por sua vez, têm a obrigação de desenvolver políticas públicas para atender cada um desses direitos. Além disso, cada cidadão pode e deve cobrar seus direitos, bem como fazer sua parte ao participar de conselhos municipais diversos. Para financiar todos esses direitos são colhidos os impostos. Qualquer produto de consumo contém uma carga de impostos. Dessa maneira, todas as pessoas pagam impostos. Tem também os impostos por propriedade (IPTU, IPVA e outros) e o Imposto de Renda.

O Papa Francisco em mensagem publicada em seu Twitter, no dia 1° de janeiro de 2014, afirmou: “Peço a todos que têm responsabilidade política que não se esqueçam de duas coisas: a dignidade humana e o bem comum”. E segundo a Doutrina Social da Igreja Católica, a política é uma das maiores formas de caridade, porque significa servir ao bem comum. “E não posso lavar as minhas mãos: todos devemos fazer alguma coisa”.

Portanto, seu voto consciente é uma forma de construir um país melhor. No dia 15 vote com consciência, responsabilidade e com a certeza de que sua decisão é um gesto de caridade, que expressa seu compromisso social.

Judinei Vanzeto é jornalista, técnico em Contabilidade, licenciado em Filosofia, bacharel em Teologia, e com especialização em Gestão de Instituição de Ensino e especialização em Jornalismo Digital. Além disso, é diretor administrativo da Rádio Vicente Pallotti e pároco da Paróquia São Roque de Coronel Vivida (PR)

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