Apae de Pato Branco está atendendo os alunos em modelo remoto

No momento a maior dificuldade na instituição está sendo o ensino online, pois os alunos possuem muitas especificidades e o atendimento presencial é primordial

Júlia Heimerdinger

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Pato Branco possui em torno de 240 alunos, nas duas unidades da instituição. De acordo com Lides Maria Baldissera, diretora da Escola Carlos Almeida Apae de Pato Branco a idade dos alunos varia de zero a 63 anos de idade.

“Tivemos a entrada de vários alunos, alguns de matrícula nova, outros vindos de Escola Municipal. Os alunos são matriculados sempre com avaliação prévia da psicóloga e se necessário de avaliação clínica para convalidar o psicodiagnóstico”, informa Lides sobre ingresso de novos alunos nesse ano de 2021.

Atendimento na pandemia

A instituição está atendendo seus alunos de maneira online, através do WhatsApp. Lides explica, que assim como nas escolas tradicionais, uma vez por semana os pais buscam as atividades impressas para serem realizadas em casa.

Os alunos necessitam de atendimentos da equipe multiprofissional, como: fisioterapia, assistência social e psicóloga, e algumas destas atividades estão funcionado de maneira presencial. “Observando todos os protocolos de segurança contra covid-19, outras de maneira online através de áudios e vídeos”, comenta Lides.

A diretora afirma que no momento a maior dificuldade é o ensino online, os profissionais precisaram adotar novas dinâmicas para trabalhar com as turmas. “Os alunos possuem muitas especificidades e o atendimento presencial é extremamente importante. De maneira remota eles dependem muito da ajuda dos familiares e também sentem falta de vir para a escola”.

No momento a instituição não está desenvolvendo nenhuma campanha específica. “No entanto, gostaria de pedir a contribuição da comunidade para a doação da nota fiscal [do Programa Nota Paraná] de quem não coloca o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), essas notinhas vindas para Apae são de grande ajuda”, reforça Lides.

Dia Internacional da Síndrome Down

No dia 21 de março foi recordado o Dia Internacional da Síndrome de Down, a principal finalidade da data é proporcionar ações voltadas às pessoas com deficiência, garantindo as mesmas liberdades e oportunidades.

Dos 240 alunos que a Apae atende, 41 possuem Síndrome de Down, esse ano devido a pandemia não teve nenhuma comemoração presencial. Mas, Lides afirma que teve grande repercussão nas redes sociais. “Demonstrando que a Síndrome de Down está mais conhecida e divulgada o que nos deixa contentes porque podemos ver o reconhecimento e a valorização das pessoas com deficiência, dentro do seu estado de direito”.

Lides ressalta que é um dia para ser lembrado, porém o ideal seria que a pessoa com deficiência fosse vista como qualquer outra pessoa, considerando seus direitos que ainda estão longe de ser alcançados.

Direitos

O Estatuto da Pessoa com deficiência, no seu Art. 13 diz que: “É dever do Estado, da sociedade, da comunidade e da família assegurar, com prioridade, às pessoas com deficiência a plena efetivação dos direitos referentes à vida, saúde, sexualidade, paternidade e maternidade, alimentação […]”.

“No entanto, o que se tem visto em todos os âmbitos, é a dificuldade desta Lei sair do papel e ir para a prática. A Lei garante, mas a prática não executa. Nesse contexto, as Apaes têm uma constante luta para que a Lei seja executada”, reflete Lides acrescentando que o preconceito e a discriminação ainda predominam na sociedade.