Pato Branco

Atendimento à saúde mental aumentou cerca de 30% durante a pandemia

Assessoria

A pandemia do novo coronavírus mudou a rotina das pessoas, trazendo incertezas e agravando quadros de ansiedade, depressão e estresse. Neste cenário, os serviços do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), disponibilizados pela Secretaria de Saúde de Pato Branco, busca restabelecer o equilíbrio e contribuir com a saúde mental da população.

Desde a segunda quinzena de, — quando foram apresentadas as medidas de contingência para enfrentamento a covid-19 —, até a quinta-feira (13), aumentou, em aproximadamente 30%, o número de atendimentos em usuários que já utilizavam o serviço, além do aumento no número de novos pacientes, conforme a coordenadora do Caps, Silvana Oliveira.

O serviço conta com uma equipe multidisciplinar, formada por psiquiatra, médico clínico, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, enfermagem e administrativo, que além de realizar o acolhimento, também atua, de forma integrada, com os demais serviços de saúde.

Diariamente são atendidos indivíduos portadores de alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psicomotoras, que recebem habilitação e reabilitação de estímulos sensoriais, motores e cognitivos, bem como, os próprios profissionais de saúde, que sofrem os impactos emocionais e têm recebido acompanhamento em psicoterapia e auriculoterapia.  Também, tem sido comum, o aumento das queixas de palpitação, tremores, angústia e tristeza, sendo que esses pacientes são encaminhados ao atendimento psicológico e ao tratamento com medicação, prescrito por um médico clínico.

Conforme os profissionais do Caps, é notória a fragilidade emocional dos usuários do serviço, uma vez que a pandemia provocou uma mudança radical no estilo de vida das pessoas. As reações de medo e estresse, distanciamento e isolamento social causaram piora dos sintomas de muitos pacientes que estavam estabilizados. São frequentes os relatos sobre insegurança, impotência, angústia e medo diante de tantas informações e incertezas, aumentando automutilação, isolamento, raiva e sentimento de perda da liberdade.

Diante deste cenário, os profissionais de saúde mental precisam agir e interagir, buscando alternativas para dar suporte a estes pacientes, com o intuito de proporcionar segurança, confiança e empatia. “Nossa função, neste momento, é fundamental, pois a saúde mental é algo muito importante e complexo, que precisa receber a devida atenção. Estamos à disposição para acolher com carinho e com profissionalismo cada pessoa que precisar de nós”, reforça Silvana.

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