Pato Branco

Cesta básica em Pato Branco tem a maior alta do Sudoeste

Em Pato Branco, a maior alta observada foi no preço do tomate, que chegou a 69,04% - Foto: Reprodução

Entre os municípios do sudoeste do Paraná pesquisados pelo Grupo de Pesquisa em Economia, Agricultura e Desenvolvimento (GPEAD), do curso de Ciências Econômicas da Unioeste, e instituições parceiras, Pato Branco foi o que apresentou o maior aumento no valor da cesta básica de alimentação, no mês de setembro.

O valor da cesta para os pato-branquenses subiu 9,24%, seguido por Dois Vizinhos, com aumento de 5,42%; Francisco Beltrão, 3,50%; e Realeza, com a menor alta de 3,33%.

Já em valores nominais, segundo os pesquisadores, o custo da cesta básica individual mais elevada foi a de Francisco Beltrão, custando R$ 435,53, seguida por Dois Vizinhos, R$ 432,78; Realeza, R$ 427,13; e Pato Branco com o menor custo de R$ 417,35.

Dos 13 alimentos que compõem a cesta básica, em Pato Branco, apenas um teve redução de preço, que foi o café (-1,91%). O pão manteve o valor registrado em agosto, e os demais produtos apresentaram elevação no preço.

A maior alta observada foi no preço do tomate (69,04%), seguido do arroz (32,47%), óleo de soja (32,17%), batata (13,63%), leite (10,81%), margarina (10,21%), banana (9,38%), açúcar (6,28%), feijão (4,66%), carne bovina (2,56%) e trigo (0,22%).

No país

A pesquisa de preços da cesta básica de alimentação, no país, é realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Em setembro a pesquisa apontou, mediante tomada especial de preços devido à pandemia do coronavírus, exceto para as capitais São Paulo e Belém, que o custo do conjunto dos alimentos de primeira necessidade para as refeições de uma pessoa adulta (conforme Decreto-lei 399/38) apresentou aumento em todas as 17 capitais pesquisadas, em comparação ao mês de agosto. As maiores altas foram observadas em Florianópolis (9,80%), Salvador (9,70%) e Aracaju (7,13%).

Variação dos preços

O comportamento dos preços dos itens que compõem a cesta básica, entre agosto e setembro, de acordo com o Dieese, seguiu uma trajetória de alta nos preços do óleo de soja, do arroz, da carne bovina, da banana, do açúcar, do tomate e do leite.

Por sua vez, o preço da batata registrou redução de preço. Nas cidades pesquisadas pelo GPEAD, o movimento dos preços apresentou um aumento para os seguintes produtos: arroz, óleo de soja, banana, açúcar, leite e carne. Por outro lado, as reduções ocorrem no preço da batata e do café.

Óleo de soja

De acordo como Dieese, o comportamento de elevação do preço médio do óleo de soja foi observado em todas as 17 capitais pesquisadas, com destaque para Natal (39,62%), Goiânia (36,18%), Recife (33,97%) e João Pessoa (33,86%).

Nas cidades pesquisadas pelo GPEAD, o óleo de soja aumentou em todas, com destaque para Realeza (34,74%) e Pato Branco (32,17%). A baixa dos estoques de soja e derivados e a maior demanda interna e externa, aumentou os preços do grão e seus derivados.

Arroz

O preço médio do arroz agulhinha ficou mais caro nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, com destaque para as variações de Curitiba (30,62%), Vitória (27,71%) e Goiânia (26,40%). No Sudoeste, o GPEAD constatou alta no preço do arroz parboilizado nas quatro cidades pesquisadas, com destaque para Dois Vizinhos, (34,50%); Realeza (32,78%) e Pato Branco (32,47%). Segundo o Dieese, “o elevado volume de exportação e os baixos estoques mantiveram os preços em alta. Os efeitos da importação do grão com imposto zero não foram registrados em setembro”.

Carne bovina

O valor médio da carne bovina de primeira registrou alta em 16 capitais com variação entre 0,66%, em Brasília, e 14,88%, em Florianópolis. Em todas as cidades pesquisadas no sudoeste do Paraná, o preço da carne aumentou. As maiores altas foram em Dois Vizinhos (7,5%) e Realeza (4,18%). A alta do preço da carne está associada a uma menor oferta de animais para abate, aumento das exportações do produto e ao aumento do custo dos insumos (farelo de milho e soja).

Leite

O preço médio do litro de leite aumentou em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. Esse aumento também foi verificado em todas as cidades pesquisadas pelo GPEAD, com destaque para Pato Branco e Francisco Beltrão com elevações de 10,81% e 3,6%, respectivamente. Para o Dieese, a alta no preço do leite está relacionada a uma maior “concorrência entre as indústrias produtoras de laticínios para a compra do leite no campo, elevação do custo dos insumos, como farelo de milho e soja, e a estiagem, que prejudicou as pastagens”.

Açúcar

O preço médio do açúcar apresentou alta de preços em 15 capitais e em todas as cidades pesquisada pelo GPEAD, com destaque para Dois Vizinhos (12,20%). “A expansão das exportações do açúcar e a alta demanda da cana, principalmente para a produção de etanol, elevaram o preço do açúcar cristal e refinado no varejo”, ressaltou o Dieese.

Tomate

O preço do quilo do tomate aumentou em 14 capitais. Nas localidades pesquisadas pelo GPEAD, as maiores altas de preços foram em Pato Branco (69,04%) e Francisco Beltrão (22,94%). Em sentido contrário, em Dois Vizinhos houve redução de preços (2,41%). A alta nos preços do fruto está associada a uma menor oferta do produto.

Reduções

As reduções de preços de itens da cesta básica foram observadas na batata e no café. O preço médio da batata, recuou em todas as cidades pesquisadas no Sudoeste, com exceção de Pato Branco, com aumento de 13,63%. As reduções de preços mais acentuadas foram em Realeza (53,77%) e Francisco Beltrão (18,6%). A maior oferta do tubérculo, com o avanço da colheita, possibilitou uma redução de preços no varejo.

Dentre os itens da cesta básica o preço do café também apresentou redução, com destaque para Realeza (-10,98%), Pato Branco (-1,91%) e Francisco Beltrão (-0,78%).

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