Pato Branco

Clínica Chiminacio marca 10 anos de união entre Igor e Carolina

Com propósito de se tornarem uma unidade, onde o trabalho de um complementa o do outro, o casal de ginecologistas seguiu caminhos distintos dentro da profissão, buscando se aperfeiçoarem até se tornarem referência dentro de suas especialidades

Informe publicitário por Mariana Salles
Fotos: Larissa Lamp | Marcel Almeida

Dizem os especialistas em relacionamentos que, para um casamento dar certo, seja um matrimônio ou uma parceria profissional, não pode haver disputas entre as partes envolvidas. Respeita-se a individualidade e espera-se que elas se complementem, formando uma unidade.

Há 10 anos, o casal de ginecologistas Igor Chiminacio e Carolina Obrzut vivem esse casamento. Na vida pessoal, celebram o amor, a rotina e os dois filhos, Alice e Bruno. Profissionalmente, eles se complementam, formando uma dupla que vem ganhando cada vez mais espaço e credibilidade, sem nunca terem brigado por mercado de pacientes. No entanto, algo ainda os incomodava: a falta de uma unidade de identificação.

Para evidenciar essa unicidade, eles inauguram a Clínica Chiminacio, um espaço comcept com o que há de mais inovador em tratamento de endometriose, ultrassonografia e rejuvenescimento íntimo.

Para contar essa história, vamos voltar 15 anos na cronologia temporal.

Onde tudo começou

Igor e Carolina se conheceram ainda na residência médica, no Hospi- tal de Clínicas (HC), em Curitiba, no ano de 2005. Ali começaram a desenhar uma vida juntos, em um mapa com estradas por onde ora se acompanham na caminhada, ora cada um segue o seu sonho.

“Quando acabamos o curso, fiquei mais dois anos fazendo formação de cirurgia por vídeo no HC, enquanto a Carol foi se especializar em Ribeirão Preto, na Faculdade de Medicina da USP [Universidade de São Paulo]. Vivíamos lá e cá, porque namoro à distância é um drama. Mas, quando ela terminou a especialização decidiu voltar para Pato Branco, e eu havia me planejado para ficar em Curitiba”, revela Chiminacio.

Nascida em uma família pato-branquense com tradição em medicina ginecológica, Carolina enxergava que essa era a melhor opção para sua carreira profissional. Seu pai, o médico Eduardo Obrzut,  tinha uma ligação de décadas com o Hospital São Lucas, e apostava na filha para dar segmento ao seu trabalho.

Enquanto isso, Chiminacio acreditava que uma cidade maior traria mais oportunidades ao jovem casal, com mais alternativas e conforto. “Há 12 anos, Pato Branco era bem diferente do que é hoje. Até então eu só tinha morado em grandes centros, por isso fui resistente com a ideia de me mudar para o interior. Minha carreira já caminhava em Curitiba, mas entendi que se quisesse ficar com a Carolina, e eu queria, teria que assumir esse risco. Combinamos que, antes do casamento, eu moraria durante um ano por aqui, para ver se me acostumava e se daria tudo certo”, relembra.

Os primeiros 365 dias no Sudoeste não foram fáceis. Por questões mercadológicas, o ginecologista foi prestar atendimentos em Coronel Vivida. “Do ponto de vista técnico, foi uma regressão muito grande. O hospital era pequeno, não tinha muitos recursos. Neste sentido, foi sofrido. Por outro lado, percebi que a qualidade de vida era muito melhor, que poderia crescer muito mais profissionalmente por aqui do que em Curitiba, então comecei a me adaptar, depois comecei a gostar, e hoje provavelmente não saio mais daqui”, avalia.

A partir desse momento, Igor e Carol passaram a desenhar planos concretos para suas vidas profissionais. Assim, os últimos 10 anos foram marcados pela realização de um cronograma, passo por passo, até a criação da Clínica Chiminacio.

Igor Chiminacio

Nesse tempo, Chiminacio focou no tratamento da endometriose, algo de ampla complexidade e, por isso, uma carreira que exigia que ele fosse um cirurgião de alta capacidade.

“São procedimentos complexos que, por vezes, envolve conhecimento de outras especialidades, como cirurgia vascular, urologia, coloproctologia [intestino]. Tive que criar uma rede de apoio especializado na cidade e, principalmente, estudar muito. Fui fazer cursos em outros países, de duas a três qualificações em São Paulo todo ano”, diz.

Além dos dois anos de formação em cirurgia laparoscópica ginecológica, realizadas no HC, Chiminacio sempre esteve em busca de cursos e qualificações neste tipo de procedimento.

Em 2008, quando surgiu a Sociedade Brasileira de Endometriose, a primeira palestra da entidade foi ministrada pelo médico francês Arnaud Wattiez, uma das maiores referências do mundo no assunto. “Ele disse que os brasileiros vinham tratando a endometriose de forma errada, que ela deveria ser removida, não cauterizada. Lembro de pensar: quero fazer o que esse médico faz. A partir daí comecei a estudar a escola dele e participar de seus cursos”, conta.

Para entender melhor o que o médico faz, é necessário uma breve explanação sobre a patologia.

Conforme o especialista, a endometriose é uma doença infiltrativa muito mais comum do que se imagina. Estima-se que 40% das mulheres sofram com o problema. Essas, em sua maioria, ouvem de seus próprios médicos que sentir dor é normal, o que não é verdade. Depois, recebem um prognóstico desencorajador quando o assunto é fertilidade, o que é cruel e enganoso, já que uma parte das pacientes diagnosticadas conseguem, sim, engravidar espontaneamente, e o restante precisa de tratamento. Infelizmente não é possível indicar prontamente qual é o caso.

O endométrio é o tecido que reveste o interior do útero. É dele a função de segurar um possível embrião. Na ausência deste óvulo fecundado, o tecido é eliminado em forma de sangue, a menstruação.

A mulher com endometriose, ou nasce com esse tecido fora do útero, ou elimina a menstruação também pela trompa, ou seja, para dentro da barriga. Se ela possui alteração genética, esse endométrio que vai parar dentro do organismo se adere ao peritônio, uma membrana que reveste os órgãos para que eles não grudem.

Como o endométrio tem a capacidade de angiogênese, ou seja, de procurar vasos sanguíneos, ele vai em busca  de sangue nas profundidades da pelve, perto das artérias e das estruturas mais nobres.

O principal problema é que o corpo entende essa capacidade de buscar sangue como uma agressão invasiva muito semelhante a um tumor, e reage contra isso criando imunidade, células de defesa e anticorpos. Essa reação vai gerando uma cicatriz, que enrijece os tecidos, os deixando fibrosados, cicatrizados.

Sendo assim, explica Chiminacio, quando o cirurgião entra no peritônio para fazer uma cirurgia e enxerga uma mancha de endometriose,  essa é apenas a ponta do iceberg. “O que a gente consegue ver é a parte superficial. O restante da lesão alcança partes muito nobres, como nervos, ureter e até mesmo o osso da pelve. A cauterização causa uma inflamação ainda maior ao invés de resolver aquilo, piorando a cicatriz. Por isso, aquele médico francês já indicava, naquela época, a remoção de toda a lesão através de ressecamento”, resume.   

Para aprender a fazer a cirurgia de retirada, Chiminacio passou por uma curva de aprendizado de cerca de 8 anos. Além de criar a habilidade, é preciso conhecer detalhadamente a anatomia na região pélvica. “Se você não é habilitado, há um grande risco de causar complicações, inclusive de a paciente vir a óbito”, alerta.

O resultado, porém, é infinitamente mais resolutivo, tanto na questão da dor quanto na preservação da fertilidade.

Essa cirurgia pode ser realizada assim que a mulher descobre o problema, mas, pela dor, ela é indicada até para pacientes que já estão passando pela menopausa, portanto não há idade ideal para optar pelo procedimento.

No entanto, o especialista avalia que a maior parte de suas pacientes o procuram depois de realizarem algum tipo de tratamento contra a endometriose sem sucesso. Após passarem pela sua cirurgia, engravidam na sequência. “Tenho uma estatística de 70% de eficácia em fertilidade com a utilização desta técnica, enquanto a cirurgia de cauterização registra apenas 10% de sucesso. Satisfeitas, minhas pacientes vão indicando uma para as outras, e foi assim, no boca a boca, que a procura foi ficando cada vez maior e eu fui me motivando a estudar cada vez mais sobre o assunto”. 

O objetivo do médico ao tratar uma paciente não é apenas acompanhar sua endometriose, mas dar o filho tão desejado por essa mulher. “Por isso faço um acompanhamento de perto, para que a criança chegue ao mundo com saúde. Acredito que elas se sintam seguras com isso”, avalia.

Com tudo isso, o médico vislumbrou que, para ser referência em cirurgia de endometriose, ele levaria cerca de 10 anos, em um ciclo que coincide com a abertura da clínica. “Era o que eu realmente almejava, ser altamente especializado. E previa que levaria uma década para ser o cirurgião que hoje sou”.

Congresso Mundial da American Association of Gynecologic Laparoscopists. Vancouver – Canadá. Nov/19

Assim, em busca de mais conhecimento, em novembro do ano passado ele e Carolina se programaram para passar um mês estudando e conhecendo novas tecnologias nos Estados Unidos e Canadá. “Essa viagem foi um divisor de águas nas nossas carreiras, principalmente porque vi que venho fazendo direito e pelo mesmo caminho que o mundo todo está seguindo. Pude entender que, em Pato Branco, temos os mesmos recursos que estão sendo utilizados no primeiro mundo, sendo alguns aparelhos até superiores, como a bomba de infusão de anestesia e o foco de luz de centro cirúrgico. Foi ótimo ter essa percepção, de que estou em um lugar com ótima infraestrutura, para que me sentisse seguro. Hoje somos um polo de referência, atendendo não só o público daqui, mas recebendo pacientes que vêm de centros maiores para tratar a endometriose comigo”, orgulha-se.

Carolina Obrzut

Enquanto Igor se especializou em endometriose, Carolina estudou a fundo sobre ultrassonografia e medicina fetal, e sua especialidade mudou, de certa forma, a realidade médica de Pato Branco. “Quando mudamos para cá, os pacientes estavam acostumados que os próprios ginecologistas e obstetras fizessem o ultrassom no consultório. Trouxemos um conceito já aplicado em centros maiores, que é a realização do exame com alguém especializado”, comenta Carolina.

Conforme explica, um exame realizado por alguém que estudou especificamente para aquilo é muito mais detalhado e confiável. “Nós nos complementamos enquanto profissionais. Tenho essa formação em medicina fetal, e estou capacitada para realizar, por exemplo, um morfológico correto. Também estudei um ano para fazer um exame chamado mapeamento para endometriose, onde há uma correlação muito grande do que encontro no exame com o que o Igor vê durante a cirurgia. É difícil achar alguém capacitado para fazer esse exame, e o oferecemos aqui”.

Sempre se complementando, e sem brigar por nicho de mercado, o casal seguiu crescendo como profissionais, mas algo fez com que Carol desacelerasse: a maternidade.

A médica conta que, durante a gravidez da filha Alice, hoje com 7 anos, ela passou por alguns problemas, e por isso teve que se afastar do trabalho. “Esse momento foi uma crise, porque a gente sempre se complementou, e sem meus exames o Igor precisou se reinventar”, relembra.

Durante todo esse tempo, a médica deu uma pausa parcial em sua carreira para ter mais tempo de cuidar da filha. Depois chegou Bruno, o caçula, que hoje está com 3 anos e meio. Com o filho crescendo, Carolina sentiu a necessidade de retornar à medicina, e acredita que esse seja o momento certo de dar um gás na sua vida profissional e se redescobrir como médica.

Foi então que começou a pesquisar sobre inovações na área da ginecologia, mas queria investir em algo que pudesse trazer uma real qualidade de vida para as suas pacientes.

Foi durante a viagem que fez com o marido para os Estados Unidos e Canadá que se deparou com laser Erbium, capaz de promover saúde física e mental a partir do rejuvenescimento íntimo. “No princípio houve uma resistência, porque falar de estética vaginal infelizmente ainda é um tabu. Mas, pesquisando, descobrimos que há muita ciência sobre isso, principalmente para os problemas funcionais”, explica.

A atrofia da vagina, algo bastante comum entre as mulheres que estão amamentando e passando pela menopausa, é um dos problemas para o qual, até então, não havia uma solução realmente eficiente como é o tratamento com laser.

Também é assim como a incontinência urinária, cujo tratamento passou por uma transformação na última década. “A cirurgia era o mais indicado, mas, além de altos índices de recidiva, ou seja, de os sintomas retornarem, também possui muitas complicações, como a extrusão ou rejeição da tela, que é uma prótese”, diz Carolina. “Pesquisando sobre isso, encontramos soluções mais adequadas, como a Emsella, uma cadeira eletromagnética capaz de exercitar, de forma não invasiva, a musculatura do assoalho pélvico”.

Junto com o tratamento funcional, vem também a parte da estética íntima, mercado crescente que, apesar de parecer algo frívolo para muitos, trata da estética da vagina, assunto que atrapalha saúde sexual de boa parte das mulheres.

“A população está envelhecendo, mas quer qualidade de vida, mantendo a jovialidade. Há pesquisas que mostram que as pessoas aparentam ter 10 anos a menos da sua idade, e tudo isso graças a tecnologia. No entanto a região genital estava esquecida, e mesmo que as mulheres ainda tenham receio de falar sobre isso até com os seus médicos, é parte importante para sua autoestima e saúde mental”, acredita.

Clínica Concept

Enquanto médicos, o casal percebeu que estava atuando de forma isolada: de um lado, o conceituado Igor Chiminacio conquistando cada vez mais espaço. Do outro, Carolina Obrzut, a médica querida das ultrassonografias.

“Com todas as nossas novidades, precisávamos de algo só nosso, de ginecologia especializada, que mostrasse a nossa unidade ao invés de valorizar a individualidade de cada um. Pen- samos em uma clínica concept, com ambiente mais exclusivo e acolhedor, oferecendo serviços de excelência, que fazem parte do DNA do nosso atendimento”, descreve Chiminacio.

A partir dessa decisão, o casal procurou a Agência W.Godoy para iniciarem, juntos, a construção de uma marca sólida. Eles conheceram o trabalho de comunicação da empresa ao cuidarem da gestação do filho da família Godoy, Arthur, que é um “filho da endometriose”. A identificação entre os médicos e o casal Godoy foi imediata, o que estabeleceu uma relação de confiança.

“Eles me entenderam desde o primeiro momento, captaram o que eu precisava. Sempre visualizei que eles fariam esse trabalho. Conversamos por cerca de três anos até colocar os planos em prática”.

Nasceu assim a Clínica Chiminacio, comemorando os 10 anos de união do casal. “Apesar de a Carol ser de uma família com um sobrenome que carrega tradição na ginecologia de Pato Branco, entendemos, tanto eu quanto ela, que o meu sobrenome está transpondo barreiras pela forma inovadora como venho tratando minhas pacientes, por isso seria o mais adequado para a clínica”, pondera. “Mas nada disso seria possível se não fosse pelo complemento da profissional que ela é. É um casamento perfeito!”, comemora.

E o futuro?

Chiminacio já se prepara para voltar a Curitiba no próximo ano para uma incursão em cirurgia robótica. “Há uma tendência de robotização da cirurgia de endometriose. Esse tipo de cirurgia tira o tremor da mão e aumenta as articulações, conferindo muito mais precisão ao procedimento. E meu próximo passo é, certamente, apostar no futuro me qualificando para esse tipo de cirurgia. Quero ser o pioneiro a trazer essa alternativa para nossa região”.

Ao que tudo indica, o casal não pretende deixar a vanguarda da medicina tão cedo. A eles, vida longa, com muita inovação e união para comemorar!

Dr. Igor Chiminacio
Responsável Técnico
CRM 21.710
RQE  14707  |  RQE 199

Dra. Carolina Obrzut
CRM 22.000
RQE l441 | RQE 575
RQE 15359

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