Pato Branco

Conselho Municipal dos Direitos Humanos da Mulher realiza eleição para novos representantes

O Conselho tem como objetivo auxiliar na criação de políticas públicas para a mulher -Créditos: Divulgação

O principal objetivo do Conselho é auxiliar na criação de políticas públicas para a mulher, no empoderamento feminino e no combate a todos os tipos de violência

Nesta terça-feira (11) aconteceu uma assembleia extraordinária online, para a eleição dos representantes da sociedade civil no Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Humanos da Mulher (CMDDHM).

Inicialmente havia 14 entidades participando das eleições, a presidente Schaiana Marcon Marchetti afirma que algumas instituições se uniram para desempenhar juntos o papel no Conselho. “Achamos muito vantajosa essa unificação, porque serão mais instituições lutando em prol da mulher, somente uma vai ter direito a voto, pelo regimento do conselho, mas temos várias entidades parceiras”, avalia.

Representantes

São quatro categorias de representações dentro do Conselho: associações de classes profissionais, representantes de usuários, entidades de atendimento à mulher e clubes de serviços.

Os representantes dos usuários são caracterizados pelos movimentos populares organizados, associações comunitárias, organizações não governamentais e instituições religiosas de diferentes expressões de fé.

As quatro ligas estudantis [Liga Acadêmica de Psiquiatria e Saúde Mental do Unidep, Frente Brasil Popular, Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia e Liga Acadêmica de Humanidades Médicas do Unidep] se uniram para representar uma das vagas como usuários.

Além disso, Artemis, grupo de pesquisa em Gênero, Juventude e Cartografias da diferença da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) unificou-se com o Clube de Leitura- Leia Mulheres de Pato Branco para representar outra vaga na categoria.

Na esfera de associação de classes profissionais três entidades ficaram como representantes, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná, Núcleo Sindical de Pato Branco, Núcleo do Conselho Regional de Serviço Social (NUCRESS) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subsecção Pato Branco.

No eixo de atendimento a mulher, estavam concorrendo o grupo Maternar, o grupo Gesta Pato Branco e o Grupo Gama. E o grupo Gesta e Maternar foram eleitos.

O Rotary Club Guarani e Rotary Club de Pato Branco uniram-se para representar na categoria de clubes de serviços.

Conselho

O Conselho Municipal dos Direitos Humanos da Mulher existe desde 2015 em Pato Branco, e cada mandado tem a duração de dois anos. A presidente destaca que os principais objetivos do Conselho é trabalhar auxiliando na criação de políticas públicas para a mulher e no empoderamento feminino.

“Combater todos os tipos de violência, seja ela doméstica, institucional, obstétrica, empoderando essa mulher para que ela faça parte da sociedade como um todo, tanto no trabalho, na política, nos estudos, sendo a protagonista da sua história”, evidencia Schaiana.

Caso Tatiane Spitzner

Nesta segunda-feira (10) Luis Felipe Manvailer foi condenado a mais de 31 anos de prisão por matar a esposa Tatiane Spitzner, o feminicídio aconteceu em Guarapuava, na região central sul do Paraná e ocorreu em julho de 2018. Tatiane foi morta após ser jogada do 4º andar do apartamento pelo marido.

“Nesse caso o júri me surpreendeu positivamente, todos os argumentos utilizados na sentença, onde foi realizado todo um histórico da Lei da Maria da Penha, então não foi utilizado apenas a lei em si, mas o contexto em que nós estamos inseridos”, avalia Schaiana.

A presidente do Conselho acrescenta que o Brasil possui uma legislação muito boa em relação a violências contra mulher, mas deve ser aplicada com rigor.

“Deve ser usado em todos os outros casos, não somente em feminicídios, mas também nos casos de lesão corporal, seja leve, grave ou gravíssima, e também nos casos de violência psicológica, patrimonial, dentre tantas que as mulheres sofrem. Muitas vezes acaba que o agressor tem uma punição muito branda e isso desencoraja outras mulheres denunciar”, finaliza Schaiana.

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