Pato Branco

De janeiro a junho quase três mil mulheres perderam o emprego em Pato Branco

No primeiro semestre 2.731 mulheres foram demitidas em Pato Branco - Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O primeiro semestre de 2020 não foi muito promissor no setor do trabalho, principalmente nos quatro meses de enfrentamento a pandemia de coronavírus, e para as mulheres. Em Pato Branco, por exemplo, em um primeiro olhar é possível observar que os números de desligamentos de mulheres foi menor que o de homens, porém é preciso lembrar que há menos mulheres no mercado de trabalho e que a maioria sustenta a família sozinha. Por isso, segundo especialistas, mesmo com um percentual inferior de demissões, o impacto do desemprego feminino é muito maior, no viés econômico e social.

Já no país, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), com a crise causada pela Covid-19 empurrando boa parte da força de trabalho feminina para casa, mais mulheres perderam o emprego neste cenário e o número é 25% maior em relação aos homens.

Ainda segundo a pesquisa, além das demissões as mulheres enfrentam mais dificuldades para procurarem vagas e se manterem no mercado de trabalho. Os pesquisadores indicam que essa é a primeira vez nos últimos três anos, no país, em que a maioria das mulheres fica fora da força de trabalho.

Pato Branco

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), dispositivo utilizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego para acompanhar a situação da mão de obra formal no Brasil, em Pato Branco, de janeiro a junho deste ano foram registrados 7.110 desligamentos, sendo 4.124 de homens e 2.986 de mulheres. Ou seja, quase três mil mulheres foram demitidas no município.

Do total dos 7.110 desligamentos, a maioria, ou seja 3.457, ocorreu com pessoas que têm ensino médio completo e estão na faixa etária entre 18 e 24 anos.

A realidade de admissões nesse período aponta um índice inferior. De janeiro a junho, houve em Pato Branco 6.526 admissões, sendo 3.795 de homens e 2.731 de mulheres.

Maio foi o pior mês na área do trabalho, no município, quando apenas 721 pessoas foram contratadas. No contraponto, 968 foram demitidas, sendo 555 homens e 413 mulheres.

Em junho os números do Caged apontam 827 admissões, sendo 547 de homens e 280 de mulheres. Já os desligamentos foram 793, sendo 473 de homens e 320 de mulheres.

O mês mais movimentado no setor, no primeiro semestre, foi fevereiro quando tanto o número de contratações quanto de demissões foram elevados. As admissões totalizaram 1.752 e os desligamentos chegaram a 1.300.

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