Pato Branco

Em nove dias, 220 pessoas são monitoradas pelo programa Alertar

Reunião da equipe do Alertar debateu os resultados e possíveis mudanças a serem aplicadas no programa

Em nove dias de funcionamento o programa Alertar, que busca monitorar a domicílio pessoas contaminadas e suspeitos de covid-19, atendeu 220 pacientes em Pato Branco.

Na sexta-feira (28) de manhã, após uma reunião com a equipe do Alertar, que buscava debater os resultados e as possíveis mudanças no programa, a secretária municipal de Saúde, Márcia Fernandes de Carvalho, afirmou que os primeiros dias de funcionamento foram bastante positivos. “Passamos a ter um melhor acompanhamento das condições de saúde das pessoas contaminadas e dos suspeitos também”, disse.

Conforme Márcia, o Alertar, criado através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde o Centro Universitário de Pato Branco (Unidep), possibilitou um melhor atendimento aos contaminados e suspeitos da doença, pois, com os acompanhamentos mais próximos do paciente, foi possível verificar o avanço ou a melhora da covid-19 em cada pessoa.

“Conseguimos observar algumas alterações [no quadro clínico dos pacientes] e aí, já foi possível encaminhá-los para internamentos [quando necessário] nas unidades de saúde próximas”, contou a secretária explicando que com o Alertar fica mais fácil evitar o agravamento da doença, pois há um acompanhamento maior em cima de cada caso, tendo em vista que não ocorre mais por telefone e sim presencialmente.

Além de evitar o agravamento do coronavírus nos pacientes, o programa, conforme Márcia, também intensificou o cumprimento do isolamento social, tendo em vista que os pacientes passaram a ser monitorados diariamente. Além disso, “houve uma melhora nas nossas planilhas [com dados dos pacientes]”, contou a secretária.

Com relação ao que precisa ser alterado nos próximos dias de funcionamento do programa, Márcia disse que algumas medidas serão tomadas para que ocorra uma melhora na logística de atendimento dos pacientes monitorados.

Alertar

O programa foi criado pelo Município com o objetivo de aumentar a proximidade entre o sistema de saúde e os pacientes confirmados de covid-19 ou suspeitos.

Em entrevista ao Diário do Sudoeste, no dia 19 de agosto, a enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde e uma das responsáveis pelo Alertar, Luciane Bergamin, explicou que a Vigilância Epidemiológica tem, desde o início da pandemia, uma planilha com os dados dos pacientes que necessitam de monitoramento, ou seja, os confirmados e suspeitos.

“Até então, eles eram monitorados somente pelo telefone. Agora, com esse programa, vamos monitorar in loco os pacientes com comorbidades, independente se são suspeitos ou confirmados por coronavírus. Nessas visitas será verificada a saturação de oxigênio, por meio da oximetria; e a temperatura do paciente”, disse naquele dia.

Atendimentos

Conforme ela, acadêmicos de enfermagem e medicina da Unidep são os que tem feito as coletas das informações, na residência dos pacientes que precisam de monitoramento.

As visitas vêm ocorrendo de segunda a sexta-feira. Ao todo, são três equipes de atuação, compostas por um agente de saúde, um ou dois estagiários e um motorista, que transporta as equipes até os pontos de monitoramento.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Para cima