Pato Branco

Empreendedores da Solidariedade finalizam planejamentos estratégicos

Foto: Gerd Altmann por Pixabay

Os voluntários do Grupo Empreendedores da Solidariedade está com diversas frentes para a potencialização de entidades beneficentes de Pato Branco. Semana passada houve a entrega do Planejamento Estratégico para o Abrace, grupo que desenvolve atividades produtivas voltadas a distribuir 100% de seus resultados para entidades beneficentes. O trabalho foi realizado pelo consultor Gerson Miotto que já tem um histórico de trabalhos para outras entidades. Segundo ele, a iniciativa do Instituto Regional de Desenvolvimento Econômico e Social, IRDES que estimulou a criação do Grupo Empreendedores da Solidariedade gerou uma predisposição de várias pessoas a auxiliar. “É uma forma de retribuirmos com nosso conhecimento adquirido para que tais entidades alcancem sustentabilidade”, finaliza Gerson Miotto.

Ana Paula Pastorelo, Dalila Dall’Agnol, Eliete Pansera, Giselda Maccari, Ivete Carmem Bolson e Linda Maria Inácio de Bortoli, que coordenam o Grupo do Abrace agradecem o apoio e ressaltam que o trabalho desenvolvido por Gerson e pela equipe dos Empreendedores da Solidariedade permitirá se antecipar ao futuro e estabelecer o foco do que devemos fazer hoje para chegar ao grande sonho. “Foi muito positivo e estamos cotidianamente percebendo que é possível chegar em outro estágio”, detalha Ana Paula Pastorello ressaltando, também, o apoio do empresário Cláudio Petrycoski na estruturação da nova cozinha que permitirá ganhos qualitativos e quantitativos no processo produtivo.

O foco do Abrace é obter ganhos produtivos e elevar o nível de seus produtos. Tanto que estão em estudos, com o Centro Tecnológico do Senai, em Toledo, para a implantação de um projeto de evolução do prazo de validade, aplicação de novas receitas e rotulagem. Algo que também está ocorrendo com o SOS Vida que recebeu a visita de Marcelo Dalle Teze e Cláudio Petrycoski, ambos do IRDES e está executando um plano de ação para alcançar novo patamar em vendas de produtos. “Conversamos com o pessoal do SOS Vida e sentimos que há interesse em alcançarem outro patamar na qualidade dos produtos, que já é muito boa e nos resultados de produção e comercialização”, detalham Cláudio Petrycoski e Marcelo Dalle Teze evidenciando que o SOS Vida está mostrando abertura até mesmo para a produção primária que poderá servir de outra fonte de renda. “Agradecemos a Lori Busato, ao Flavio Cesar Brinkmam e demais gestores do SOS Vida pelo acolhimento”, comentam os dirigentes do IRDES ressaltando que o Senac está verificando cursos na área para uma possibilidade de orientações “In Company”.

Flávio Cesar Brinkmam, diretor administrativo do SOS Vida evidencia que é importante ver o futuro da Entidade de uma maneira diferente. Há uma proposta dinâmica e inovadora que estamos acolhendo e queremos que se materialize, diz ele ressaltando que no “SOS Vida está ocorrendo uma mudança de conceitos, algo positivo.”

O Senac, através do gerente Vanderlei Pinheiro Correia anunciou que disponibilizará um instrutor de alta capacidade técnica para orientações na Área de Panificação para o Senac. “É uma forma de colaborarmos para esta entidade”, detalha Vanderlei ressaltando que está em tratativas para seguir instrutorias para a Entidade.

No Remanso da Pedreira também houve o planejamento estratégico que envolveu a participação dos dirigentes da instituição Rosangêla Borges, Luciano Yamamoto e Cláudia Mohr. Os trabalhos foram conduzidos pelo consultor Marcelo Dalle Teze (Irdes) com a participação direta e apoio de Cláudio Petrycoski (Irdes), Adrione Pasa (Rotary), Clovis Simionatto (Rotary), Marilei Rufato (Rotary) e do profissional em mídias digitais Lucas Vesselovitz. O Remanso da Pedreira está com novo escopo de trabalho e estuda formas diferenciadas de sustentabilidade.

Já o Gama – Grupo de Apoio a Mama tem um projeto ousado que conta com o apoio do IRDES para criação de novas fontes financeiras que serão empregadas para estrutura e o restante para projetos certificados pelo Cebas que busquem autossustentabilidade. A presidente do Gama, Cleuza Chioquetta está otimista e acredita que a evolução do projeto poderá criar novas possibilidades tanto para o Gama como para outras entidades. “Há um objetivo comum e estamos integrados para chegarmos ao futuro sonhado.”

Tanto Gama quanto IRDES e Abrace estudam a formação de um ou dois fundos financeiros para apoio criterioso a entidades que buscam a própria sustentabilidade. A ideia das entidades é que os estabelecidos entreguem algo igual ou preferencialmente melhor do que o estado e reduzam, gradativamente, as demandas financeiras diretas para a comunidade. “Temos os tributos mais pesados que existem e o estado é muito bem pago para manter projetos sociais”, explica Cláudio Petrycoski ressaltando que as entidades estabelecidas devem pensar em ser melhores que a área pública e alcançarem recursos públicos e/ou gerar alternativas para obter renda para as respectivas atividades. “Existem, sim, casos em que a filantropia será necessária de forma continuada, mas deverão ser analisados.”

Os voluntários contabilista Mauro Kalinke (Ortec) e advogada Luana Varaschin Perin estudam formas de tornar possível a formação dos fundos que servirão de base de alavancagem de novos projetos de sustentabilidade das entidades. “Existirão demandas estatutárias e outras formalidades a serem superadas, mas todos estão com o propósito de encontrar boas soluções”, comenta Luana.

 Os Empreendedores da Solidariedade estiveram também em contato com a direção da Fundabem que está estudando alterações estatutárias para ver se participará ou não das atividades. Lá estiveram atuando voluntariamente Anderson Michelin (Mater Dei, CRA-PR), Luana Varaschim Perin (Gama), Valmir Dallacosta (Rotary) e Lilian Dal Bello (Irdes). Há o interesse nítido da presidente Marlene Frizon que está buscando formas de fazer com que aquela grande estrutura física seja aproveitada para ações que gerem resultados financeiros para si.

O CTG Carreteando a Saudade, através de seu patrão André Edevaldo Gabrielli e do dirigente Elvis Cegatto também se prontificaram a participar das ações do Grupo Empreendedores da Solidariedade, entendendo a importância da iniciativa.

Treinamentos

As entidades dos mais diversos segmentos e perfis têm a oportunidade de acessar gratuitamente a conhecimentos importantes para aprimoramento de gestão. O Grupo Empreendedores da Solidariedade, em Pato Branco, está ofertando treinamentos à distância, ao vivo ou gravados, inteiramente gratuitos. “Sua entidade pode se resolver em sustentabilidade”, comenta o presidente do Irdes, Marcelo Dalle Teze, dizendo que uma sequência de ações pode fazer grande diferença. “Existem excelentes profissionais comprometidos em ajudar gratuitamente para que as entidades alcancem outro patamar, o que é de se reconhecer e valorizar. Agora é a vez das entidades interessadas, seja da área que for, realizarem as inscrições pelo e-mail [email protected]

Os treinamentos envolveram os seguintes temas:

Captação de recursos nos órgãos públicos – instrutora Anuska Godoski

Gerenciamento produtivo de reuniões – instrutor Gerson Miottto

Cuidados legais na formalização de Entidades – instrutores Luana Varaschin Perin e Cleuza Chioquetta

Potenciais passivos e medidas preventivas para Entidades – instrutoras Luana Varaschin Perin e Cleuza Chioquetta

Gestão de pessoas e mobilização de talentos – Ana Paula Pastorello, Rosângela Borges e Cláudia Mohr

Liderança transformadora – Instrutor Marcelo Silveira Dalle Teze

Elaboração de projetos para a iniciativa privada – Marcelo Silveira Dalle Teze

Marketing Virtual, com instrutor Carlos Marochi

Gestão Financeira, com instrutor Anderson Michelin.

Como o Google pode ajudar na gestão diária das organizações, com o instrutor Lucas Vesselovitz

Cinco frentes de ação

O Instituto Regional de Desenvolvimento Econômico e Social, IRDES está com uma iniciativa inédita que objetiva melhorar o desempenho e a sustentabilidade das entidades existentes. O objetivo é proporcionar para membros das entidades conhecimentos sobre gestão e condução das atividades para que alcancem o máximo de performance, através do grupo de voluntários Empreendedores da Solidariedade.

Os Empreendedores da Cidadania envolvem diversas organizações além do Irdes, entre elas Rotarys, Abrace, Sesi, Senai, Sebrae-PR, Sistema Fiep, Atlas Eletrodomésticos, Observatório Social do Brasil – Pato Branco;  Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Entre os voluntários: Moacir Gregolin, Cláudio Petrycoski, Anne Gomes da Silva Cavali, Geri Natalino Dutra, Tiago Nunes,  Luana Varaschin Perin, Márcia Painin, Adrione Pasa, Ana Paula Pastorello, Anderson Michelin,  Vanderlei Pinheiro Correia, Anuska Godoski, Carlos Marochi, Carmem Lora, César Brinkmam, Cleuza Chioquetta, Cristiane Canan, Lilian Dal Bello, Valmir Dallacosta, Marlene Schenatto, Eliane Negri, Gerson Miotto, Marlene Dalla Vale, Mauro Kalinke, Meri Aparecida Moraes, Paulinho Stefani, Rosana da Costa, Simone Dalfovo, Simone Tatto, Taciane Pezarico, Terezinha Pasini de Almeida, André Edevaldo Gabrielli, Elvis Cegatto, César Colini, Francisco Wildes Alves de Rezende, Olcimar Tramontini, Cirene Vanzela Miotto, Wilson Pinheiro, Rosangela Borges, Evandro Néri e Cláudia Mohr, entre outros.

Estão sendo trabalhadas cinco frentes:

  1. Profissionalização das entidades – Busca tornar a gestão melhorada, com melhores indicadores, controles aprimorados e um resultado de entrega social potencializado.
  2. Potencializar as fontes de receitas atuais das entidades beneficentes – Aproveitas as vocações produtivas das entidades e potencializa-las. O Grupo já está criando frentes de trabalho no Abrace, no Gama e no SOS Vida, algo que terá sequência em outras entidades.
  3. Criação de fontes de receitas para sustentabilidade das entidades – Serão estudados negócios que permitam a geração de renda para as entidades. Entre 60% e 80% dos resultados seriam para fins específicos de gerar renda para uma entidade ou para um fundo de destinação de recursos, mediante projetos e critérios bem claros.
  4. Conscientização e preparo de entidades, empresas e doadores – O objetivo é fazer com que façam doações exclusivamente para entidades transparentes em suas finanças, em suas formas de gestão e que aceitem sugestões na aplicação dos recursos, bem como tenham um direcionamento voltado a envolver as famílias beneficiadas nas contra-partidas mínimas pelo que recebem. Além disso que existam indicadores do efeito finalístico do papel de tais entidades para a sociedade. Afinal se for para fazer o que o Setor Público faz dê o lugar para ele e não fique onerando a sociedade civil organizada que já paga pesada carga tributária para tal fim.  O desafio é que entreguem transformação de vidas…
  5. Estimulação a renovação de membros das entidades – Uma das frentes mais desafiadoras e fazer com que pessoas experientes colaborem e participem da gestão das entidades. Com a omissão e distanciamento das pessoas preparadas muitas entidades ficam nas mãos de pessoas que, com pouco conhecimento, fazem, dentro de suas possibilidades, o melhor, mas que, na prática, pode, sim, ser potencializado.

O Abrace está realizando a estruturação do Planejamento Estratégico com o apoio de Gerson Miotto; o Remanso da Pedreira realizando com sua direção a estruturação do Planejamento Estratégico com a participação de Cláudio Petrycoski, Marcelo Dalle Teze, Adrione Pasa, Marilei Rufatto, Clóvis Simionato entre outros participantes;  Anderson Michelin trabalhará o planejamento estratégico da Fundabem; Marcelo Dalle Teze e Cláudio Petrycoski estão trabalhando com a direção do Gama, a ampliação de um negócio produtivo que gere sustentabilidade para a entidade e distribuição de excedentes para outras e o SOS Vida será visitado para análise de potencialização produtiva bem como o Abrace.

A secretária municipal de Assistência Social, Anne Gomes da Silva Cavali diz que a iniciativa é positiva pois gera uma reflexão para as entidades e a sociedade e terá o apoio, sempre que possível, do Poder Público. “É algo que poderá colocar nossas entidades noutra condição. Sabemos que é um processo de médio e longo prazo, mas deve haver um início e acredito que está havendo uma mobilização favorável.”

Anderson Michelin, Márcia Panin, Valmir Dallacosta e Adrione Pasa dizem que os projetos são de longo prazo e, portanto, podem ser ajustados no andamento do tempo. “O fato é que há boa vontade de muita gente que quer fazer acontecer.”

O presidente da Câmara, Moacir Gregolin vem acompanhando os trabalhos e diz que a iniciativa dos voluntários serve de exemplo de preocupação diferenciada com o coletivo. Já nos prontificamos a auxiliar e estou certo de que o Executivo tem a mesma visão. Gregolin não está enganado. Tanto que o prefeito Augustinho Zucchi já demonstrou interesse em apoiar iniciativas que contribuam para a sustentabilidade contínua das entidades por entender que é o que há de mais moderno no terceiro setor.

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