Entidade reage ao corte no seguro rural

Na reunião da terça-feira (23) com FPA (Frente Parlamentar da Agricultura) a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou o valor de R$ 400 milhões para o seguro rural na safra 2016/2017.

O valor implica em um corte de 46% sobre o orçamento original do PSR (Programa de Subvenção ao Seguro Rural), que era de R$ 741,6 milhões. A redução, que faz parte do pacote de contingenciamento de recursos federais para 2016, provocou reações no meio agropecuário.

Na quinta-feira (25), o presidente do Sistema Faep/Senar-PR, Ágide Meneguette, enviou ofício condenando a mudança e solicitando o retorno aos valores antigos.

Para a entidade, com menos recursos no programa, uma parcela significativa dos produtores de culturas de maior risco, como trigo, milho safrinha, feijão e frutas, deverão ficar expostos aos problemas climáticos sem a proteção do seguro ainda no primeiro semestre.

No documento enviado a Brasília, Meneguette também destaca que os produtores de milho verão, soja e demais atividades também serão prejudicados, pois a demanda de seguro agrícola para essas culturas era crescente até o ano passado e já ultrapassava os R$ 741 milhões prometidos pelo governo no ano passado.

O valor de R$ 400 milhões será insuficiente para atender a demanda dos agricultores, diz Meneguette. Como consequência, a área coberta não ultrapassará 8% da terra agrícola do país. Muitas regiões podem ficar sem seguro, considerando que além do corte no orçamento, o Mapa mudou as regras de apoio do percentual de subvenção ao prêmio, diz.

De fato, o governo reduziu sua participação — a parte da União no seguro.

Antes, esses valores variavam entre 40% a 70% de subvenção, dependendo da atividade agrícola. Esses números baixaram para 30% a 45%. Na prática, isso significa que, mesmo que o produtor consiga acessar o programa, terá que desembolsar muito mais dinheiro para contratar o seguro agrícola.

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