Pato Branco

Esgotamento carcerário volta a dar sinais em Pato Branco

Na fuga dessa segunda-feira, 16 pessoas deixaram a cadeia por um túnel - Foto: Divulgação

Nos últimos anos moradores e trabalhadores do entorno da Cadeia Pública de Pato Branco passaram a presenciar com maior frequência a movimentação dos presos da unidade.

Situada na área central da cidade, a carceragem foi e ainda é descrita como um “barril de pólvora pestes a explodir”.

Em tese, as explosões seriam as rebeliões e fuga de presos, e nos últimos anos isso de fato aconteceu. A isso também se soma algumas dezenas de vezes, que agentes penitenciários e policiais tiveram trabalho quando pessoas de fora da unidade tentaram passar mercadorias [chips de celulares, drogas e fumo] para os detidos.

A madrugada da segunda-feira (10), — a fuga de 16 presos e a captura de cinco na região do túnel escavado entre a carceragem e o pátio da unidade de saúde, que é vizinha a cadeia —, tornou-se mais um demonstrativo do que as pessoas do entorno da estrutura de segurança pública relatam constantemente.

Desde que o momento que o primeiro foragido aparece nas imagens do sistema de monitoramento divulgadas pela Polícia Militar, até que o grupo se sete fugitivos saia do enquadramento 16 segundos se passam.

Na fuga, uniformes do Departamento Penitenciário (Depen) foram deixados por ruas próximas da cadeia.

Ainda nas primeiras horas da manhã, o diretor regional do Depen, Marcos Andrade repassou informações dos fatos, além de falar da instauração de sindicância para averiguar a fuga e a situação do restante da estrutura.

Andrade também voltou a destacar o projeto da construção de uma unidade industrial.

Há tempos é pedida a retirada da cadeia da área urbana de Pato Branco, inclusive com propostas que se modificaram ao longo dos anos, e com momentos mais favoráveis da população e de lideranças políticas, e, outros mais contrários quanto a implantação de uma nova penitenciária no Sudoeste.

De acordo com Andrade, em sendo implementado o modelo do Ministério da Justiça, 560 vagas seriam criadas no sistema penitenciário, que receberia presos que estariam trabalhando como forma de cumprirem a pena.

Andrade falou em unidade de Pato Branco, contudo, na noite da segunda, o chefe da Casa Civil, Guto Silva disse ao Diário do Sudoeste que “a ideia é uma penitenciária em Vitorino”. Ele também pontuou que estão sendo finalizados outros presídios no Estado, em Piraquara e Campo Mourão, ao que definiu que “este processo ira despressurizar o sistema carcerário.”

Manifestações

Foi em Curitiba que o prefeito de Pato Branco, Augustinho Zucchi recebeu a informação da fuga dos presos. Ele que esteve na capital para a assinatura da ordem de licitação da nova prefeitura, afirmou ter conversado com o governador Ratinho Junior sobre a situação carcerária do Município.

Zucchi afirmou ter ouvido do governador a afirmação que o Estado está ampliando o número de vagas e que especificamente com relação a carceragem de Pato Branco, “vai solicitar ao Depen, para que veja uma forma de melhorar a estrutura física, dando melhores condições aos detidos.”

Quem também se manifestou quanto a fuga de presos da cadeia de Pato Branco, foi a deputada federal Leandre Dal Ponte. Ela participou do mesmo compromisso que Zucchi em Curitiba.

Na semana passada, Leandre participou de uma reunião com o secretário de Segurança Pública do Paraná, Coronel Rômulo Marinho Soares, sobre a possibilidade de investimentos em uma nova unidade prisional e a retirada do centro da cidade.

A deputada ouviu do governador, que está estudando uma parceria público-privada para buscar uma alternativa para a retirada dos presos das delegacias.

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