Júlia Heimerdinger

Quem visitar o Largo da Liberdade em Pato Branco para realizar suas atividades físicas irá se deparar com o painel de pintura da pato-branquense Eduarda Victória Brocco. A arte foi iniciada no final de dezembro do ano passado, e foi finalizada na quarta-feira (17).

Eduarda conta que começou a pintar no ano passado, devido a pandemia. Porém a arte sempre esteve presente em sua vida desde pequena. Depois que ela se mudou de Pato Branco e aprendeu mais sobre grafite, ela retornou para a cidade com o propósito de pintar no município.

“Com esse objetivo eu consegui conversar com o ex-prefeito Augustinho Zucchi, que eu queria um muro da cidade para eu pintar, na hora ele já amou a ideia e me levou para o Largo da Liberdade” informa acrescentando que a recomendação do então prefeito foi de uma obra que envolvesse Pato Branco e fizesse sentido para aquele espaço.

Significado do painel

Após surgir a ideia de pintar em Pato Branco, Eduarda queria transmitir na arte o sentimento dela pelo município. “Eu queria que esse projeto representasse a cidade de alguma forma, então essa pergunta que eu coloquei como base para mim: o que representa Pato Branco para mim?”

Através da pintura a jovem buscou transmitir o sentimento de acolhimento que sempre teve com o município. O ciclo da vida foi representado na arte através da planta, mostrando o nascimento e o florescer, também há a representação da dualidade, através do sol e a lua.

“E dentro disso tem a frase “da estação da vida: eternos passageiros”, representando basicamente as quatro estações que você vai passar, dentro dessa ideia de ciclos” explica Eduarda.

Um grande símbolo de Pato Branco, o frei Policarpo foi representado no painel. “Quando eu estava buscando referências para a arte, eu encontrei uma foto do Frei, eu já estava com a ideia de colocar alguém que representasse uma pessoa de mais idade, com mais conhecimento, sabedoria, e vivência, então surgiu a foto dele e se encaixou perfeitamente na pintura”.

Eduarda também relata que foi uma maneira de homenageá-lo por tudo que ele representa e fez por Pato Branco. “A imagem dele surgiu para mim de forma aleatória, mas fez muito sentido, inclusive quando eu fiz o desenho foi antes dele falecer, para mim também foi algo muito gratificante de poder representar ele dessa forma”, expressa.

Experiências

Uma das finalidades desse projeto é trazer mais experiências com a arte para a população pato-branquense. “Por mais que Pato Branco seja uma cidade muito boa de se viver falta arte na cidade” comenta acrescentando que espera que esse painel seja o início de uma nova vivência para os moradores.

“Por mais que seja uma coisa rotineira, você no parque correndo, mas só de absorver as informações que uma arte pode ter, isso já pode mudar o dia de uma pessoa que vai passar por lá. O que mais me encanta na arte é que cada pessoa enxerga da sua maneira, de acordo com suas vivências”, reflete Eduarda.

Em relação ao processo da pintura, Eduarda afirma que durante esse um mês que esteve na parede pintando muitas pessoas se sensibilizaram pelo desenho. “Isso é uma das melhores partes da produção do painel para mim, foi ver o quanto de gente que se interessou, o mais gratificante quando se está produzindo algo é ver que as pessoas estão levando um pouco da sua arte pra si”, finaliza.