Município deve encaminhar ao Legislativo pedido de uso de recursos próprios para obra do aeroporto

“Nosso aeroporto regional é [de o] Pato Branco”, disse na manhã da sexta-feira (29), o prefeito de Pato Branco, Robson Cantu, quando anunciou que vai encaminhar ao Legislativo pedindo de autorização para uso de recursos dos cofres públicos, para a realização de licitação para a obra das cabeceiras do Aeroporto Municipal de Pato Branco-Juvenal Loureiro Cardoso, caso o recurso federal a que o deputado federal Fernando Giacobo se comprometeu em destinar para a obra, não seja aportado.

Ainda em meio ao anúncio, ele falou que “está em nossas mãos [do Executivo] aumentar [a pista] e atender todos os desejos do sudoeste do Paraná.”

Cantu também demonstrou insatisfação com a conduta da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), que nesta semana divulgou material promocional da obra do que a entidade defende como Aeroporto Regional, e que está em estudo para uma possível construção em Renascença. “A Amsop vai ter que defender esse grande projeto que é o aeroporto no município de Pato Branco. A Amsop, é dos 42 municípios, ou eu vou ter que pedir para nossos vereadores para ter um diálogo muito diferente”, disse ele, dando a entender que Pato Branco pode pedir sua saída da entidade municipalista.

O prefeito de Pato Branco comparou o movimento para a construção do aeroporto em Renascença, a uma disputa sem precedentes. “Não quero Hospital Regional [em Pato Branco], temos que fortalecer [o de] Francisco Beltrão. Está na hora de pararmos de dividir o Sudoeste. Temos que unir o Sudoeste. Unir para o porto seco; para uma pista dupla do [trevo do] Horizonte até Barracão, fazendo o “Corredor do Mercosul”.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Claudio Müller explicou que neste momento o trabalho se concentra para a ampliação das cabeceiras. “São 90 metros de cada lado, de cada cabeceira. Para que possamos viabilizar para as empresas aéreas a capacidade máxima de passageiros.”

Müller voltar a frisar que o “grande sonho” é de viabilizar voos para Congonhas em São Paulo.

Usina de asfalto

O chefe do Executivo também voltou a falar da implantação a usina de asfalto no Município. “Estamos fazendo um levantamento, não é barato. Mas acreditamos que em poucos quilômetros de asfalto vamos pagar esse investimento”, disse ele ao ser questionado sobre investimentos e prazo para funcionamento.