NRE é favorável ao retorno presencial das aulas na rede estadual

Nesta sexta-feira (25) aconteceu uma reunião no Largo da Liberdade, para discutir sobre as possibilidades do retorno às aulas presenciais na rede estadual.

Estiveram presentes na ação, o Núcleo Regional de Educação de Pato Branco (NRE), professores e diretores das escolas, o diretor de Vigilância de Saúde, Rodrigo Bertol. A promotora do Ministério Público do Paraná (MPPR), Vanessa Scopel, também participou por videoconferência.

Foram repassados dados da pandemia em Pato Branco e orientações da Vigilância Sanitária, para assim pensar em uma possível retomada nas atividades presenciais.

De acordo com Bertol todas as escolas estaduais estão liberadas para o retorno, pois foram realizadas vistorias nos locais, porém cada escola deve atender conforme seu contexto.

“As escolas elas têm autorização para a volta presencial dentro da sua realidade, o protocolo da biossegurança a Vigilância já deu o aval que estão todos aprovados, então se a comunidade deseja o retorno presencial, os pais devem procurar as escolas e passar isso para o diretor”, informa Iara Lucia Tecchio Mezomo, chefe do NRE.

Iara acrescenta que a qualquer momento as escolas podem regressar ao presencial, desde que sigam com as normativas. “O NRE é favorável desde que a escola consiga atender com segurança os alunos, e que atenda as duas realidades, o modelo remoto e presencial”, destaca.

Sentimentos dos professores

Uma grande preocupação apresentada pelos professores na reunião é os pais que não notificam que o filho está com sintomas de covid-19 e mandam para a sala de aula, assim causando um surto na escola.

Os professores também relataram na ocasião que possuem muita vontade de retornar para a sala de aula, mas estão com receio de regressar nesse momento.

“Os professores realmente estão na linha de frente com a educação, e é importantíssimo a vacinação, então eles vem fazendo um trabalho muito nobre em relação as atividades remotas”, avalia Iara.

Pato Branco vacinou 2.539 trabalhadores de educação com a primeira dose até o momento. “É um momento que a gente tem receio sim, mas a realidade está aí, a gente vai conviver com o vírus diariamente”, reflete a

chefe do NRE.

Abandono escolar na pandemia

De acordo com dados repassados do NRE ao Diário do Sudoeste no período de 2020 à 2021 um índice de 0,42%, dos alunos abandonaram os estudos, sendo a principal causa apresentada o trabalho.

Além disso, foi averiguado que o abandono escolar aconteceu em maior proporção em meninos acima de 16 anos.

“Há maior índice no Ensino Médio, principalmente no início. Porém em 2019 o 2° ano do Ensino Médio também apresentou elevação”, comenta Iara sobre a realidade de Pato Branco.

Quando é observado a infrequência do estudante menor de idade, a escola realiza ações de busca e caso não consiga resgatar o aluno, o caso é encaminhado para o Conselho Tutelar.

“Na Rede Estadual de Ensino, o estudante somente é considerado evadido após o encerramento do ano letivo, portanto em 2021 ainda não temos como mensurar a quantidade de alunos que evadem”, avalia Iara.

Conforme Iara, para evitar a evasão escolar é possível através de uma articulação na Rede de Proteção para alunos menores de idades e políticas públicas que garantem a possibilidade dos alunos maiores de idade trabalhar e manter com os estudos.