Palestra sobre feminicídio será realizada nesta quinta-feira (23) em Pato Branco

Brasil registrou um feminicídio a cada 7 horas, de acordo com Fórum Brasileiro de Segurança Pública / Crédito: EBC

Com iniciativa da Vereadora Cris Hamera (PV), em parceria com o Núcleo da Mulher Empresária (ACEPB), o município de Pato Branco receberá uma palestra com a médica legista, ginecologista e procuradora da mulher de Curitiba, Dra Maria Letícia.

O evento está marcado para esta quinta-feira (23), às 19h30, será levantado o tema “Queremos todas vivas: o feminicídio pelo olhar de uma médica legista”.

A palestra acontecerá no auditório da ACEPB, na rua Xavantes, 315, Centro e, para ter acesso ao local, é necessário realizar a doação de 1 quilo de alimento não perecível. Não é necessário se inscrever com antecedência.

Durante o evento, serão abordados tópicos inteiramente sobre o feminicídio, como o aumento de casos no país, a gravidade das ocorrências e a visão da médica legista sobre o assunto, “principalmente quando a mulher é reincidente de abusos, vem a sofrer o feminicídio”, comenta a vereadora Cris Hamera.

A vereadora afirma que trazer para o município a possibilidade de que cada mulher conheça e tenha acesso a instrumentos de proteção, além de uma rede de apoio e que potenciais agressores possam repensar as ações.

“A desigualdade de gênero é uma das principais questões da sociedade atual e a conscientização sobre esse assunto pode evitar o aumento dessas tristes estatísticas e salvar vidas de muitas mulheres, que precisam de força para sair de seus relacionamentos abusivos, assim como mudar a mentalidade da sociedade como um todo diante desse grave problema social”, destaca.

De acordo com a vereadora, o feminicídio é um crime de discriminação, já que é cometido contra uma mulher pelo fato de ela ser mulher. “Essa discriminação provém do machismo e do patriarcado, que são maneiras culturais de a sociedade colocar a mulher num lugar de inferioridade, submissão e subserviência; de acordo com essa visão, a autoridade máxima é exercida pelo homem e automaticamente a mulher se torna desimportante”, complementa.

Para Hamera, a eliminação da violência contra a mulher implica na implementação de políticas públicas para prevenir e atuar de forma eficaz para que todas as formas de discriminação contra a mulher sejam eliminadas, “física, sexual e psicológica que, historicamente, tem vitimado as mulheres”.

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