Pato Branco

Páscoa em tempos de pandemia

Frei Alex Sandro Ciarnoscki e pastor Luiz Tarquinio Pontes Neto refletem sobre o verdadeiro significado da Páscoa

Júlia Heimerdinger

Neste domingo (4) é celebrado a Páscoa, que significa a Ressurreição de Jesus, independente das crenças de cada pessoa, a data é um momento de reflexão, principalmente em tempos de pandemia.

Comemorar a Páscoa de Jesus de Nazaré é uma oportunidade para reforçar a fé na vida e na humanidade. É tempo de celebrar as lutas do passado e presente.

É tempo de amor, paz, renovação, é época de praticar a solidariedade por aqueles que mais precisam, ter empatia por todos aqueles que estão sofrendo em razão do covid-19. Assim, cada um de sua maneira transformado o real sentido da Páscoa.

Paróquia São Pedro Apóstolo

No sábado (3) a igreja Matriz São Pedro permanecerá aberta durante todo o dia, para as orações individuais dos fiéis. A noite será realizado a Vigília Pascal, por conta da pandemia, serão duas celebrações, uma às 18h e a outra às 20h.

“No Sábado Santo a gente recorda que Jesus está morto, então a igreja sempre nos convida a uma experiência de recolhimento, de silêncio e de orações”, reflete o Frei Alex Sandro Ciarnoscki, pároco da Matriz São Pedro Apóstolo.

No domingo de Páscoa acontecerá quatro celebrações, — pela parte da manhã será às 8h e 9h30, no período da noite será às 18h e 19h30. Todas as missas serão transmitidas pelas redes sociais da Paróquia.

Reflexão Frei Alex Sandro Ciarnoscki

Para nós da comunidade cristã é nesse tempo agora da Semana Santa, de modo especial o período Pascal, recordamos as últimas palavras, ensinamentos, gestos de Jesus Cristo. E ao acompanhar a caminhada de Jesus, sua Via Sacra, nós nos identificamos com Jesus Cristo.

Nesses tempos de pandemia, ao experimentarmos angústias, medos, a fazermos a experiência da morte e do luto, associamos todo esse sofrimento ao sofrimento de Jesus na cruz.

A cruz de Jesus continua presente em tantos irmãos e irmãs que sofrem, seja pela crise econômica, seja pela fome, pelo medo, pela angústia, pela dor ou pela saudade. E nós queremos como irmãos, como comunidade nos ajudar nesse momento tão difícil a carregar a cruz de quem está perto de nós. E ao fazermos essa caminhada, junto a caminhada de Jesus, esperamos que a ressurreição de Jesus possa trazer luz e esperança aos nossos corações.

A força de Deus irradia em Jesus Cristo e transformou a dor em esperança, transformou a morte em vida nova. Nesses tempos tão difíceis que vivemos nós também pedimos que a graça de Deus possa agir e transformar nossos corações. Onde existe dor, que chegue a esperança e onde existe morte que venha a certeza de vida nova em Jesus Cristo.

Que esse tempo da Páscoa seja para todos nós uma experiência de renovação, de fé e esperança. Que a certeza da ressurreição de Jesus Cristo nos ajude a encontrar forças para superar tantas mortes presentes em nossa atualidade.

Primeira Igreja Batista em Pato Branco

Na Primeira Igreja Batista de Pato Branco, o culto de Páscoa será realizado às 19 horas. O pastor batista e professor de filosofia Luiz Tarquinio Pontes Neto reflete sobre o sentido da data.

Reflexão pastor Tarquinio Pontes Neto

Jesus Cristo ressuscitou, o domingo de Páscoa rememora tal realidade. Testifica a vitória da vida sobre a morte, do bem contra o mal, da esperança frente ao desespero.

A Páscoa traz consigo a pedagogia da vitória. O final será radiante para quem vive sob as luzes de Jesus. O acaso da vida é o tempo do verdadeiro começo.

Quando as músicas, as cores e os emblemas deste tempo forem diluídos pela morte, há de ser lembrado que esta, afinal, foi vencida, e que o túmulo encontrado vazio no domingo de Páscoa prefigurou o que um dia também acontecerá com os corpos cristãos.

Ninguém pode vislumbrar racionalmente o que há depois da vida. Mas a Páscoa faz brotar novos olhares em direção ao horizonte. Muitos o enxergam como os antigos, crendo que ali, depois do que se vê, haja somente precipícios. Mas, para os homens pascoais, a perspectiva é de esperança pois estão certos de que, além do que se enxerga, há belas terras e regiões incríveis não vistas por olhos e onde lentes não alcançam.

O essencial não é o que se vê, mas o que se sabe. A Páscoa é a possibilidade de se obter um domingo de vitória verdadeira, e mais, de transformar a vida toda num domingo só, apesar de todas as sextas-feiras de lutas e sábados silenciosos, como foram os de Jesus. Não é verdade que a vida muitas vezes se parece a uma sexta-feira da paixão, com pregos, cruzes e humilhação?

Outras vezes, mais com o sábado anterior à ressurreição, tempo de trancamento, isolamento, silêncio, em que nada muda e pouco acontece. Mas então surge o grande dia, o domingo da vitória definitiva.

Na vida, há lutas e desafios, como houve para Cristo, mas também pode haver a mesma vitória dominical. A mão de Jesus está estendida, seus braços continuam abertos, basta aos homens subscreverem o aceite. O sepulcro ficou vazio para que o trono fosse ocupado. Às vezes, na vida é assim também, esvazia-se para poder encher, perde-se para poder ganhar. A vacância do túmulo reflete a vitória de Jesus sobre a morte.

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