Pato Branco

Pato Branco apresenta redução no índice de diagnósticos de IST’s, o que gera preocupação

O Coas oferece a testagem rápida para HIV, Sífilis, Hepatite B e C - Créditos: Rovena Rosa/ Agência Brasil

A testagem rápida pode ser realizada no Coas de forma segura e sigilosa

O Centro de Orientação e Apoio Sorológico de Pato Branco (Coas) continua realizando normalmente a testagem rápida para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), mas devido a pandemia a procura reduziu expressivamente.

“O ano passado e esse ano foram anos atípicos, a procura foi extremamente reduzida e não houve campanhas, então os diagnósticos também foram reduzidos, o que reflete nossa preocupação, pois as doenças certamente continuam se propagando, e tivemos nos últimos meses um aumento considerável”, informa Bernardete Centurion, coordenadora do Coas.

Atendimento

O Coas está ofertando os testes rápidos da mesma maneira que realizava antes da pandemia, porém agora está seguindo com todos os protocolos determinados pela Vigilância Sanitária. Apenas o atendimento externo que foi suspenso.

“Apesar da pandemia ter nos pego de surpresa, e paralisarmos com os atendimentos externos que fazíamos como, palestras em campanhas, ações nas escolas e faculdades. Percebe-se, um crescente aumento do índice dessas infecções, em especial a sífilis, tal atendimento tem sido realizado por busca espontânea do próprio usuário”, explica Bernardete.

O Coas oferece a testagem rápida para HIV, Sífilis, Hepatite B e C, e está localizado na Rua Paraná, 340, no centro de Pato Branco.

O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira das 7h às 12 h e das 13h às 16h. São necessários aproximadamente 30 minutos para sair o resultado do teste.

Para mais informações é possível entrar em contato através do telefone (46) 3213-1730 ou pelo e-mail: [email protected].

Procura pelo teste

De acordo com os dados do Coas normalmente a procura pelos testes rápidos acontece no final do ano e pós período de carnaval. A maior procura pela testagem é na faixa etária dos 19 a 39 anos, de ambos os sexos.

“Verificou-se que na sua maioria, os pacientes cadastrados no serviço possuem grau de escolaridade reduzida, não ultrapassando o ensino fundamental, salvo algumas exceções que possuem ensino médio ou superior”, afirma Bernardete.

Além disso, foi constatado que a população de baixa renda é quem mais procura para realizar a testagem rápida para IST’s. “Percebe-se que o quadro se agrava em virtude da má qualidade de vida, nível socioeconômico reduzido, precárias condições de higiene, baixa autoestima, sucessivas ocorrências de doenças oportunistas, relacionamento familiar instável, uso de drogas licita ou ilícita e prostituição”, ressalta a coordenadora do Coas.

Sigilo

O sigilo ao diagnóstico e a confidencialidade das informações é um direito de todos os indivíduos e é dever de todos os profissionais de saúde seguir.

“Prezamos pelo cuidado necessário com a questão do sigilo, nosso setor trabalha com número reduzido de profissionais, com pouco remanejamento, não digitamos no prontuário eletrônico o diagnóstico do paciente portador do HIV/AIDS”, garante Bernardete.

Insumos

Bernardete afirma que devido a pandemia o Coas não sofreu com a falta de nenhum material ou medicamento para o paciente do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Pelo contrário foi fornecido pelo Ministério da Saúde o auto teste para HIV, que consiste num teste que o próprio usuário pode levar e fazer em sua residência, com toda segurança e orientação necessária”, finaliza a coordenadora do Centro de Orientação e Apoio Sorológico de Pato Branco.

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