Pato Branco

Pato Branco realiza ação de combate ao mosquito borrachudo

Além do desconforto o mosquito borrachudo pode transmitir doença Crédito: Rodinei Santos/Assessoria PMPB

Júlia Heimerdinger*

A Prefeitura de Pato Branco, por meio das secretarias municipais de Saúde e de Meio Ambiente, está executando atividades de combate ao mosquito borrachudo. Serão aplicados 600 litros de produto biológico nos rios, córregos e lagos do município, contemplando tanto o perímetro urbano como rural, com objetivo de impedir o desenvolvimento de larvas do borrachudo e diminuir sua proliferação.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Antônio Cezar Soares foi realizado um mapeamento das regiões que abrangem as bacias hidrográficas da área urbana. “Todo o tratamento é realizado na água, porque é preciso combater na fase aquática, a fase de pupa e de larva”, explica acrescentando que para quebrar o ciclo é necessário aplicar três doses do produto.

Ao todo estão trabalhando na ação, em torno de 30 pessoas, separados por equipes, na roçada, aplicação, transporte, material e dosagem do produto. As equipes estão todas equipadas com materiais de proteção individual.

Na área rural do município já foi realizado uma aplicação, e está sendo realizada a segunda dose. São três doses aplicadas, em um intervalo de 15 dias, justamente para quebrar o ciclo da larva.

Produto biológico

O produto utilizado no combate ao borrachudo é biológico, e foi adquirido através da secretaria de Meio Ambiente, sendo um trabalho integrado entre as secretarias do meio ambiente e de saúde, através da vigilância sanitária. “Não tem toxidade nenhuma, totalmente atóxico, não tem risco pra população, nem para os seres vivos, os animais, nem risco de contaminação na água” tranquiliza Soares.

“A gente já usou esse produto em outros anos, inclusive esse produto é recomendado pela Organização Mundial da Saúde, nós já usamos há 10 anos, e é eficácia comprovada” informa o secretário explicando também que esse produto além de combater o borrachudo, ele também tem efeito no controle do Aedes Aegypti e no pernilongo. Poucas horas após a aplicação do produto, já é evidente o efeito.

Além do uso do produto, outra possibilidade que também ameniza os mosquitos borrachudos é colocar peixes nos rios, pois eles são predadores de larvas, e o uso de predadores é um processo que mantêm o equilíbrio natural.

Borrachudo

Segundo a Fundação Osvaldo Cruz, no Brasil existem 170 espécies de borrachudos. E além deles gerar desconforto para a população, alguns podem transmitir uma doença chamada oncocercose que causa caroços na pele.

“É muito mais que só o desconforto, ele incomoda muito, principalmente em áreas de lazer, ele ataca mais final da tarde e início da manhã, os horários que ele mais circula. Porque é a fêmea que suga o sangue pra poder ter energia, para poder ter tempo para reproduzir” finaliza o secretário de Meio Ambiente

Cada fêmea pode colocar até 2.500 ovos no seu ciclo de vida, que dura em torno de 30 dias.

Ao contrário do Aedes Aegypti, o borrachudo não gosta de água parada, e sim de água corrente, para nascer e se desenvolver eles precisam de água em movimento. A larva do mosquito de desenvolve dentro da água, por essa razão que a aplicação do produto deve ser realizada dentro da água.

Quanto mais sujeira haver na água melhor para o desenvolvimento do borrachudo, pois as larvas se alimentam de matéria orgânica, por esse motivo, lixo e dejetos de animais são combustível para a criação do borrachudo.

* Estagiário do Diário do Sudoeste

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