Pato Branco

Pato Branco totaliza mais de 27 mil pessoas com deficiência

Foto: Divulgação

Júlia Heimerdinger*

Nessa quinta-feira (3) é celebrado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 1992. A principal finalidade é proporcionar ações voltadas às pessoas com deficiência, dando ênfase na mobilização da comunidade sobre a importância da inclusão das pessoas com deficiência na sociedade, em distintas áreas da vida.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do último censo de 2010, Pato Branco possui 27.714 pessoas com deficiência. A deficiência visual apresenta a maior porcentagem, totalizando 9,998 pessoas. Já no Paraná são aproximadamente 2,2 milhões de pessoas com deficiência. O Brasil soma 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Pato Branco possui em torno de 240 alunos, nas duas unidades da Apae. De acordo com Lides Maria Baldissera, diretora da Escola Carlos Almeida Apae de Pato Branco a idade dos alunos varia de zero à 66 anos de idade.

Em relação a faixa etária dos alunos com maior incidência é as crianças até oito anos e acima de 40 anos. “Então você percebe que as duas pontas da vida, o início e o final, que são a maior incidência”.

As deficiências mais comuns atendidas pela Apae são: a síndrome down, paralisia cerebral, o autismo, as deficiências intelectuais e os transtornos globais do desenvolvimento.

Lides declara que relembrar o dia da pessoa com deficiência na pandemia é frustrante, porque sempre é promovido um evento que envolve os alunos, familiares e a comunidade. “No ano passado foi um evento grande na praça, como todos os anos, um trabalho bem intenso que a Apae faz no sentido de chamar a atenção da sociedade, para a prevenção, para o respeito, e a defesa de direitos” relembra a diretora da Apae.

Assistência na pandemia

Todos os órgãos e instituições tiveram que se adaptar nesse ano de pandemia, com a Apae não foi diferente. Os professores estão trabalhando

de maneira online, assim como os alunos. “Então a prática deles é assim, eles mandam umas videoaulas explicando as atividades, e essa atividade vai em forma de papel, onde os pais vem buscar uma vez por semana, eles  pegam as atividades e levam para casa” explica Lides.

A maioria dos atendimentos da equipe multiprofissional, como: fisioterapia, assistência social e psicóloga estão acontecendo de maneira remota também, através de assistência via telefone ou WhatsApp. “Os pais são chamados para vir até a escola e quando eles vem pra escola para receber orientações e o atendimento, a gente tem todo o protocolo de prevenção da covid-19”.

Segundo a diretora da Apae não foi registrado nenhum caso de aluno ou familiar que contraiu o coronavírus. “Porque a preocupação é pela fragilidade deles, a saúde deles é muito mais sensível, então eles tem uma pré disposição maior, muitos tem baixa resistência e essa sempre foi a nossa preocupação” alerta Lides informando também que a Apae presta um extenso serviço de orientação e alerta para os pais dos alunos.

“Os cuidados que as famílias devem ter pra preservar a saúde das crianças e mesmo deles são os mesmos cuidados que todo mundo deve ter, usar a máscara, o álcool gel, então assim, a gente sabe que tá sendo cumprido isso, tanto que não foi identificado ainda nenhum caso”

As visitas a domicílio não estão acontecendo, algumas foram realizadas, porém com o agravamento da pandemia estão sendo restringidas. “Pela fragilidade deles, e as vezes o contato de uma pessoa de fora pode afetar o nosso aluno ou algum familiar que depois vai transmitir para eles” finaliza Lides.

Ocorrências de violência na pandemia

De acordo com Renato Gardasz, presidente do Conselho Tutelar não teve um aumento de casos de ocorrências de violência contra pessoas com deficiência. “Se não for alguém ver, chegar até essa criança, visualizar, dificilmente alguém vai, é a própria criança ou adolescente que vai conseguir se expor de alguma outra maneira, então assim, os casos já são mais raros, e durante a pandemia, diminuíram principalmente com relação a pessoa com deficiência” informa o Presidente do Conselho Tutelar de Pato Branco.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) atua em situações de risco, quando ocorre a violação de direitos garantidos por lei. De acordo com Francine Maria Lopes, assistente social do Creas, atualmente são atendidas 25 pessoas com deficiência, que estão em acompanhamento devido a situações de violência, negligência ou abandono.

“Durante a pandemia, o serviço do Creas não foi interrompido. Mantivemos o acompanhamento através de contato telefônico, WhatsApp e visitas domiciliares, com os cuidados e orientações em relação ao covid-19” informa Francine.

Ela finaliza afirmando que os casos não aumentaram significativamente  por conta da pandemia, mas que é importante ressaltar a colaboração dos demais órgãos da rede, principalmente a Apae e as equipes de saúde.

* Sob supervisão de Marcilei Rossi

1 comentário

1 comentário

  1. MARCOS BEDENAROSKI

    4 de dezembro de 2020 às 3:00 PM

    Mais de 27 mil pessoas com deficiência em Pato branco este número é correto? isso corresponde a 33 % da população.

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