Pato Branco

Pato-branquense que reside nos Estados Unidos recebeu vacina contra covid-19

Créditos: Arquivo Pessoal

Júlia Heimerdinger

O jovem de 32 anos, Paulo Henrique Merlin nasceu e cresceu em Pato Branco, e entre 2013 a 2014 foi para os Estados Unidos estudar através do programa Ciência sem Fronteiras. Em 2014 retornou para Pato Branco, terminou os estudos e continuou trabalhando.

“Sempre tive o sonho de morar aqui [Estados Unidos], desde pequeno, após eu ter estudado e conhecido melhor a cultura decidi voltar e continuar minha vida aqui”, conta Merlin. Atualmente ele mora em Blacksburg, uma localidade do estado norte-americano da Virgínia, no condado de Montgomery.

Merlin é graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), hoje atua como Especialista em Programas na Universidade Virgínia Tech.

Pandemia nos Estados Unidos

Merlin conta que no começo da pandemia foi um período complicado e confuso, pois ninguém sabia com precisão a gravidade da situação. “Quando os estabelecimentos começaram a fechar, reduzir os horários, entendi que realmente a coisa era mais complicada. Eu não perdi o emprego, como muitos perderam, mas foi um período de difícil adaptação” comenta.

No país os lockdown foram rígidos, “alguns estabelecimentos, como cinema e lojas até hoje não reabiram desde março do ano passado”, relata Merlin. Ele explica que a cidade de Blacksburg é basicamente universitária, então muitas lojas sofreram impacto, porque grande parte da população, que é de estudantes, não estão mais vivendo na cidade.

Vacinação

Em nenhum momento Merlin contraiu covid-19, ou teve algum sintoma da doença. “Eu recebi a vacina antes mesmo que muitos outros cidadãos, devido ao meu cargo ser considerado essencial recebemos a vacina no dia 14 de janeiro com a segunda dose agendada para o dia 11 de fevereiro”, revela Merlin acrescentando também que o esquema de vacinação tem forte policiamento na Virgínia.

A vacina que ele recebeu foi a produzida pela farmacêutica Moderna. Ele afirma estar esperançoso, mas continua tomando todos os cuidados que sempre teve. “Usando máscara, álcool em gel e distanciamento social, e continuarei dessa forma, mesmo depois da segunda dose até me sentir confiante”.

Ele reconhece a preocupação em estar longe da família nessa situação de pandemia. “Principalmente pela minha avó de 82 anos que ainda reside em Pato Branco, porém estou feliz pela liberação da vacina e espero que todos tenham acesso a ela o mais rápido possível”, expressa.

“Estou confiante que a vacina, que por sua vez já teve comprovação de eficácia possa ser distribuída e aplicada na população em geral trazendo de volta, pelo menos parcialmente, a sensação de liberdade que o vírus nos tirou”, finaliza.


A vacina que o jovem recebeu foi a produzida pela farmacêutica Moderna
 Créditos:  Arquivo Pessoal
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