Pato Branco

Projeto fitoterápico e de horticultura está em desenvolvimento em Pato Branco

Os três pilares do projeto são: alimentação, educação e inovação - Crédito: Divulgação

Júlia Heimerdinger

O Instituto Regional de Desenvolvimento Econômico e Social (Irdes) realizou na manhã dessa quarta-feira (24), em Nova Espero, uma reunião sobre o andamento do projeto da cultura dos fitoterápicos e de horticultura.

Meri Aparecida Moraes vice-presidente da Coordenação Estadual dos Conselhos de Segurança do Paraná (Conseg) e também uma das idealizadoras do projeto foi quem conduziu a conversa.

Estiveram presentes na oportunidade o prefeito Robson Cantu, a vice Angela Padoan e lideranças como Cláudio Petrycoski, Valter Trojan, Idenir Citadin da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (Utfpr) e diversas entidades como Irdes, Conseg, Sindimetal Sudoeste, Rotarys, Comunidade de Nova Espero, Sebrae, Senac e Sistema Fiep (Sesi, Senai e Iel), secretários municipais da educação e ciência e tecnologia também estiveram presentes no encontro.

De acordo com Meri o projeto iniciou com a ideia de cultura fitoterápicos, e depois a horticultura também foi englobada na proposta. Os três pilares do projeto são: alimentação, educação e inovação.

O projeto

O projeto vai acontecer de maneira piloto em São Roque do Chopim. “Já tínhamos uma ideia de fazer hortas, mas o intuito dessas hortas é educativo, para que as crianças aprendam, sejam educadas para uma alimentação melhor, e através das plantas elas aprenderem as matérias de uma maneira transversal.”, explica Meri.

A proposta já está toda estruturada, porém agora devido a pandemia não tem data definida para entrar em prática. “A gente vai continuar trabalhando naquilo que é possível, com as crianças ainda não, as crianças depende se vão voltar para a escola ou não”, acrescenta também que a meta é ter 100 hortas espalhadas no município.

O principal objetivo é despertar as crianças e adolescentes para a ciência através da prática nas hortas. “Do conhecimento adquirido, de observação, pesquisa e experimentação, por exemplo, os alunos que fazem trabalho de conclusão de curso (TCC), usar as plantas para criar novos produtos,” exemplifica Meri.

A inovação com base fitoterápica é uma das metas, tendo como grande objetivo a criação de uma indústria para esse processo. “E é esse despertar que a gente quer, esse despertar para a ciência, a gente só vai conseguir fazer isso se a gente conseguir fazer com que crianças e adolescentes já comecem a pensar desde cedo, e chegando na faculdade esses jovens consigam pensar em produtos de inovação”, reflete.

Benefícios

A alimentação e os remédios são elementos fundamentais na vida humana, e a medicação fitoterápica é uma alternativa de prevenir doenças.

Através desse teste piloto, os jovens serão orientados para disseminar a ideia nas escolas. “Jã imaginou o aluno plantar uma cenoura, depois ir lá colher, lavar e comer, sem o agrotóxico. Aprender para que serve o chá e quais suas funções, imagina o aluno aprendendo dessa forma, mais interativo”, analisa.

A presença dos pais no projeto também é fundamental para que ocorra uma troca entre eles. “Por isso precisamos do apoio dos pais junto, porque as crianças podem usar as verduras na merenda, levar para a casa essas verduras e a família toda ter alimentação mais saudável”.

A educação é um dos propósitos do projeto, para que o aluno consiga focar e visualizar através da observação, pois muitas vezes o ensino se torna muito teórico. “Se nós conseguirmos fazer com que as crianças elas desde pequenas se despertem para a ciência, conhecimento através de coisas simples, experimentar coisas”, finaliza Meri.

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