Pato Branco

Queda no preço da batata ajuda a reduzir valor da cesta básica

De acordo com o levantamento realizado pelo Grupo de Pesquisa em Economia, Agricultura e Desenvolvimento (GPEAD) da Unioeste, realizado em conjunto com instituições parceiras, o valor da cesta básica de alimentação caiu 1,56% em Pato Branco, no mês de julho, passando a custar R$ 375,88.

Dos 13 itens que fazem parte da cesta, sete tiveram queda no preço em comparação a junho: batata (-31,50%), tomate (-13,64%), feijão (-0,54%), açúcar (-,0,83%), café (-1,73%), banana (-0,04%) e margarina (-3,84%).

Já seis itens tiveram aumento no preço: arroz (4,72%), trigo (2,15%), pão (0,53%), óleo de soja (2,01%), o leite (0,27%) e carne vermelha (3,14%).

Sudoeste

A pesquisa também foi realizada em outros municípios do Sudoeste. Em Dois Vizinhos, por exemplo, houve uma queda significativa no valor da cesta de -7,98%, passando a custar R$ 376,17. Já em Francisco Beltrão e Realeza, o valor da cesta básica teve alta, registrando aumentos de 0,48% e 3,99%, respectivamente. Assim, a cesta em julho, em Beltrão, custou R$ 400,71 e em Realeza, R$ 355,30.

As coletas de preços nesses municípios foram realizadas com pesquisadores presenciais, segundo informou o GPEAD, observando as normas recomendadas e os horários de menor fluxo de pessoas nos estabelecimentos comerciais.

No país, no entanto, onde a pesquisa mensal é realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o levantamento de preços foi obtido a partir de uma tomada de preços, exceto na cidade de São Paulo.

Brasil

A pesquisa da cesta básica realizada mensalmente pelo Dieese, através da tomada especial devido à pandemia do coronavírus, constatou, para o mês de julho, que o custo do conjunto dos alimentos de primeira necessidade para as refeições de uma pessoa adulta, conforme o Decreto-lei 399/38, apresentou redução em 13 capitais pesquisadas e aumento em quatro, em relação ao mês de junho.

Salário mínimo

Com base na pesquisa nacional é possível observar que tanto o salário mínimo bruto quanto o líquido, mostraram-se, em julho, insuficientes para assegurar a aquisição da cesta básica, tanto para as cidades do sudoeste do Paraná, pesquisadas pelo GPEAD, quanto para as demais localidades pesquisadas pelo Dieese.

De acordo com os pesquisadores, em Pato Branco, se observada a determinação legal para a manutenção de uma família de quatro pessoas, o salário mínimo deveria ter sido, no mês passado, de R$ 3.157,77.

Nos demais municípios deveria ter sido de R$ 3.160,21, em Dois Vizinhos; R$ 3.366,37, em Francisco Beltrão; e R$ 2.984,88, em Realeza.

Variação dos preços

O comportamento dos preços dos itens que compõem a cesta básica, entre junho e julho, de acordo com o Dieese, seguiu uma trajetória de alta predominante nos preços do arroz, do óleo de soja e do leite. Por sua vez, os produtos que registraram redução de preços foram: o tomate, o feijão e a batata.

Nas cidades pesquisadas pelo GPEAD, de modo geral, o movimento dos preços apresentou um aumento para os seguintes produtos: arroz, óleo de soja, café e carne. Por outro lado, as reduções ocorrem no preço da batata, do tomate e do feijão.

Leite

Segundo os pesquisadores, o comportamento de elevação do preço médio do litro de leite, observado em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, também ocorreu em Francisco Beltrão (3,45%) e em Pato Branco (0,27%). Para o Dieese, a alta no preço do leite está relacionada a uma menor disponibilidade do produto no campo.

Arroz

O preço médio do arroz agulhinha ficou mais caro em 15 capitais, com destaque para Campo Grande (6,22%), Curitiba (4,50%) e Rio de Janeiro (4,31%). No Sudoeste, com exceção de Francisco Beltrão, onde houve redução de preços -3,5%, ocorreu aumento de 9,46%, em Dois Vizinhos; 4,72%, em Pato Branco; e 6,33%, em Realeza. A alta dos preços do cereal se deve aos baixos estoques.

Óleo de soja

O óleo de soja apresentou elevação de preços em 15 das 17 capitais pesquisadas, com destaque para Campo Grande (6,22%), Curitiba (4,50%) e Rio de Janeiro (4,31%). No Sudoeste houve aumento em Francisco Beltrão (8,33%), Pato Branco (2,01%) e Realeza (7,19%). A maior demanda interna e externa tem elevado as cotações da soja e derivados.

Reduções

As reduções foram observadas nos preços do tomate, da batata e do feijão. O valor do tomate apresentou redução em 14 capitais.

Comportamento semelhante também foi observado em Dois Vizinhos (-21,71%) e em Pato Branco (-13,64). Na contramão, houve aumento em Francisco Beltrão (9,25%) e em Realeza (11,48%).

Segundo os pesquisadores, a tendência de queda observada nos preços do tomate se deve a uma maior oferta do fruto, que teve uma maturação acelerada em razão de temperaturas mais altas.

Batata

A batata, pesquisada no Centro-Sul do país, apresentou redução nos preços médios, em razão de uma maior oferta do tubérculo. Esse comportamento de queda nos preços também foi observado nas cidades de Dois Vizinhos (-34,43%), Francisco Beltrão (-28,74%) e Pato Branco (-31,5%). Na contramão, em Realeza houve aumento de 13,8%.

Feijão

O preço do feijão recuou em 12 capitais. Contudo, o feijão preto pesquisado na região Sul apresentou alta com destaque para Curitiba (8,54%). Nas cidades pesquisadas pelo GPEAD, o feijão preto apresentou redução no preço médio do quilo em Francisco Beltrão (-5,33%) e Realeza (-2,62%).

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