Quem foi Felipe Gabriel Alves? Saiba mais sobre a história do frei que possuía uma alegria contagiante

Nascido em 29 de abril de 1932 em Santa Rita de Caldas (MG), Felipe Gabriel Alves, ingressou nos estudos religiosos em 1944 e viveu, ao longo de sua vida, como franciscano por 67 anos e como sacerdote por 62 anos. Só na Paróquia São Pedro Apóstolo somou 18 anos de atuação.

Sua primeira experiência de estudos religiosos ocorreu quando entrou para o Seminário de Guaratinguetá (SP), em 1944, onde ficou até 1947. No ano seguinte, em 1948, o frei realizou seus estudos no Seminário São Luís de Tolosa em Rio Negro, no Paraná. Em 1950, Felipinho, como era conhecido por todos, mudou-se para o Seminário Santo Antônio, em Agudos (SP), permanecendo até 1952.

Em 4 de janeiro de 1953, ingressou no noviciado franciscano em Rodeio (SC). Cerca de um ano depois (5 de janeiro de 1954), iniciou na Ordem dos Frades Menores com sua primeira profissão, onde seguiu até sua morte, totalizando 67 anos.

Ainda em 1954, o frei deu início a estudos de filosofia em Curitiba. Já em 1956 começou estudar teologia em Petrópolis, seguindo até 1959.

Em 5 de janeiro de 1957 iniciou em sua profissão solene e em 16 de dezembro do mesmo ano teve sua ordenação diaconal. Dois anos depois, em 3 de janeiro de 1959, passou pela ordenação presbiteral, da qual somaram-se 62 anos de sacerdócio.

Atividades na Evangelização

01/02/1960 – Fraternidade Santo Antônio, Rio de Janeiro, RJ – Curso de Pastoral;
27/11/1960 – São Lourenço, MG;
15/01/1965 – Cabo Frio, RJ;
21/12/1968 – Santo Antônio do Pari, São Paulo, SP;
31/12/1969 – Brooklin, São Paulo, SP (Pequena Comunidade Experimental);
06/05/1971 – São Lourenço, MG, Coadjutor;
03/02/1976 – Petrópolis, RJ, Cooperador;
20/12/1976 – Lajes, SC, Cooperador e atendente conventual;
08/10/1987 – Santos, SP, Atendente conventual;
23/05/1989 – Convento São Francisco, São Paulo, SP, Vigário Paroquial;
07/11/2003 – Pato Branco, PR, Vigário paroquial e a serviço da Comunicação.

Frade menor

Frei Felipinho foi o penúltimo filho de uma família de 15 irmãos. Criado em berço católico, manteve durante toda sua vida verdadeira veneração pelo servo de Deus Padre Alderígi Maria Torriani, de quem foi coroinha em sua terra natal. Era apaixonado divulgador da vida e das virtudes deste sacerdote, sobre quem escreveu três livros.

De personalidade forte e expansiva, Frei Felipinho era muito comunicativo e tinha o dom da escrita e da palavra, prestou importante serviço à Renovação Carismática Católica e, por muitos anos, participou de programas em diferentes emissoras de rádio e TV no Brasil. Só no Programa do Jô Soares, foi entrevistado por sete vezes.
Desde 2003 em Pato Branco, também se empenhou com carinho e alegria na produção de conteúdo para as emissoras de rádio e TV da Fundação Cultural Celinauta. Era inquieto e perfeccionista, sempre interessado em aprender.

Também se destacou na concecção de novenas, foram 15, ao todo, para as mais variadas causas, entre elas: “Novena para superar todo e qualquer medo”, “Novena para quem procura um lindo casamento”, “Novena para se livrar da insônia”.

Palavras de frei Felipe, retiradas de sua ficha autobiográfica preenchida em 2014.

Brincadeiras na infância
Frei Felipe era o segundo mais jovem e tinha sete irmãs que o enchiam de mimos. Sobre as brincadeiras que faziam, escreve, e também gostava de contar: “Uma das brincadeiras prediletas de minhas irmãs era fazer procissão em nosso quintal. Sabe qual era o santo que ia no andor? O Felipinho, de carne e osso, dentro de um cesto todo enfeitado”.

Morte por covid-19

Frei Felipinho faleceu, na manhã desta terça-feira (16), no Hospital Policlínica, em Pato Branco, aos 88 anos, vítima de complicações da covid 19.

De acordo com relato do guardião da Fraternidade São Pedro Apóstolo, frei Neuri Francisco Reinisch, na manhã da última sexta-feira (12), Felipinho começou a apresentar baixa saturação de oxigênio no sangue e, ao meio dia, também passou a ter febre. Diante dos sintomas, com recomendação médica, os frades e colaboradores mais próximos fizeram o teste para detecção do novo coronavírus e passaram a ficar isolados.

Na Fraternidade, testaram positivo os freis Neuri e Felipinho. Por conta da idade avançada e por outras fragilidades na saúde, o Frei, já com 88 anos, foi internado na Policlínica para suplementação de oxigênio, administração de medicamentos e acompanhamento médico. De acordo com a equipe médica, embora clinicamente evoluísse bem, mantendo-se lúcido, responsivo e se alimentando bem, uma tomografia realizada ontem (15), durante o dia, revelou importante avanço da infecção, tomando já quase 70% de ambos os pulmões, o que inspirava cuidados e grande preocupação. Com o agravamento do quadro, Frei Felipe não resistiu e veio a falecer no início da manhã de hoje.