Rede municipal não apresenta índices de evasão escolar durante a pandemia

A pandemia gerou reflexos na vida escolar de milhões de jovens no Brasil, e uma das consequências foi a suspensão das atividades presenciais e a implantação do ensino remoto.

Mesmo com as dificuldades enfrentadas com as atividades online, de acordo com Simone Painim, secretária municipal de Educação e Cultura de Pato Branco, o município não apresenta índices de abandono escolar.

“Temos situações em que algumas famílias, devido a muitos fatores, deixam de apresentar as devolutivas das atividades nas escolas”, informa.

Simone acrescenta que os coordenadores, diretores e a pessoa responsável pela evasão escolar da Secretaria de Educação monitoram os casos. “Acompanham estas famílias e tentam orientá-los sobre a importância da realização das atividades”.

Todas as atividades podem ser retiradas nas escolas municipais, e além disso os materiais são disponibilizados no portal da Secretaria de Educação.

As 57 escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), que integram a Rede Municipal de Ensino estão tendo aulas no sistema remoto.

Impactos da pandemia

Diante desse cenário de pandemia uma pesquisa foi realizada pelo Departamento de Pesquisas Educacionais da Fundação Carlos Chagas, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e com o Itaú Social. Tendo como objetivo verificar como os professores das redes públicas e privadas do Brasil estavam administrando as atividades na rede básica de ensino.

Foi constatado que mais de 65% dos entrevistados sofreram alterações e aumento de demandas, tendo como destaque as atividades que abrangem interface ou interação social.

Quase oito em cada dez professores informaram utilizar materiais digitais nas redes sociais, como uma estratégia educacional. Além disso, 49,3% dos professores consideram que somente uma parcela dos estudantes conseguem resolver as atividades, o que reduziu a aprendizagem praticamente à metade.

Sobre o aumento dos sinais de ansiedade e depressão dos alunos, 34,7% não souberam afirmar, porém 53,8% acreditam que aumentaram.

Em relação ao retorno das aulas presenciais, 84,6% prefere uma readequação nos moldes de avaliação, 65,6% apoia o rodízio de alunos e 55,9% em continuar com as atividades remotas junto com o ensino presencial.

Também foi apurado que 45,6% dos professores aponta um aumento na relação entre escola e família e 47,2% em relação ao vínculo do aluno com a família.

Entre as respondentes, 66,8% dos docentes se sentem apoiados pela escola, mas o percentual é menor entre professoras negras (63,5%) e professores negros (60,2%).

As respostas foram recolhidas no período de 30 de abril a 10 de maio de 2020. Foram 14.285 professores de todas as 27 Unidades da Federação que responderam ao questionário, dos quais 51,4% apresentaram interesse em continuar colaborando com as próximas etapas da pesquisa.