Pato Branco

Secretária de Saúde de Pato Branco avalia atual momento da pandemia

Lilian diz que não tem outro alerta para o atual momento, a não ser continuar com os cuidados - Foto: Assessoria PMPB

Nessa quarta-feira (26), pelo terceiro dia seguido Pato Branco confirmou mais de 100 casos de covid-19, — na segunda (24), foram 117; na terça (25), 108 e ontem, 138 novos casos. Somado a alta quantidade de pacientes positivados a preocupação também existe pelo fato de que desse o dia 17 de maio, todos os boletins diários do coronavírus, divulgados pelo Município apontam mais de mil casos suspeitos. Índice este que no boletim mais recente atingiu a marca de 1.334 casos de pessoas que aguardam o resultado dos exames coletados.

Assim com o coordenador da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, Felipe Balem afirmou na semana passada, dizendo ser o “pior momento da pandemia”, nessa quarta, ao Diário do Sudoeste, a secretária de Saúde de Pato Branco, Lilian Brandalise pontuou que “de fato estamos em um momento crítico, onde a procura nas nossas unidades sentinelas, UPA e Novo Horizonte aumentaram.”

Lilian comentou que desde o início de abril o quantitativo de testes aumentou, uma vez que foi introduzido na rotina da unidade sentinela do Novo Horizonte e na UPA a avaliação por meio do antígeno. “A introdução desse exame nos permitiu diagnosticar mais rápido, em tempo real e com isso isolar os positivos mais rápido”, avalia a secretária que também pondera que o aumento de casos pode ser reflexo de uma “sensação de imunidade com a chegada da vacina”.

Segundo Lilian esta percepção de imunidade pela vacina contribuiu para as reuniões familiares em decorrência dos feriados, mas ela ainda aponta que a “politização da pandemia x vacinas também contribui para o descrédito da população levando ao descuido nas medidas de sua proteção e dos seus.”

Com um aparente relaxamento dos cuidados de enfrentamento da pandemia, passados 14 meses do seu início localmente, Lilian diz que não tem outro alerta a não ser continuar com os cuidados pessoais e coletivos.

Assim, ela recorre a medidas amplamente difundidas nestes últimos meses, “usar máscaras sempre, na rua, no comércio. Se precisar ir a um restaurante acabou de comer coloca a máscara, usar muito álcool em gel, manter o distanciamento em todos os ambientes, sair de casa o mínimo possível e evitar reuniões em casa com pessoas que não são de convívio diário.”

Vacinas

Dados do Vacinômetro da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), atualizados no início da tarde de ontem, apontam que de terça para quarta, o número de vacinados contra a covid-19 em Pato Branco se mantiveram, 17.343 pessoas que receberam a primeira dose e 9.271 que receberam as duas.

Questionada se o Município busca junto a Sesa, um contingente maior de vacinas neste momento para garantir uma maior cobertura, Lilian explicou que “o Município segue o Plano Nacional de Imunização (PNI), conforme pactuados pelos 399 municípios do Estado com a Sesa. Para definição de quantitativos o ministério se utiliza do senso populacional. Esperamos que os quantitativos continuem sendo enviados regularmente para avançarmos cada vez mais, pois precisamos imunizar todos.”

Recentemente a Sesa passou a distribuir doses da vacina da Pfizer a municípios do interior do Paraná, a exemplo, Foz do Iguaçu recebeu 9,3 mil doses do imunizante.

Segundo Lilian, “neste momento não há possibilidades de recebermos essa vacina [Pfizer], pois, a definição de envio é de responsabilidade da Sesa de acordo com critérios técnicos”, a secretária comentou que manteve contato com a secretaria estadual, de onde recebeu a informação de que existe um entrave que diz respeito a situação de transporte, ao que o Estado está aguardando a manifestação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Ansiva) e do Ministério da Saúde sobre o pedido da fabricante para adequar a necessidade de refrigeração e que ainda não receberam respostas. “Vamos torcer para que também possamos ter em nossa grade de vacinas, a vacina da Pfizer”, pontuou Lilian.

O Diário questionou o diretor geral da Sesa, Nestor Werner Junior, se existe a possibilidade de imunizantes da Pfizer ser direcionadas municípios do Sudoeste.

Werner afirmou que está sendo trabalhada a logística para que isso aconteça.

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