Pato Branco

Siconp firma convênio e mantém Junta Comercial em Pato Branco

Diante do risco de fechamento da unidade da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), em Pato Branco, que funcionava anexo à Associação Empresarial de Pato Branco (Acepb), o Sindicato dos Contabilistas de Pato Branco (Siconp) firmou uma parceria como o governo do Estado e a Prefeitura, garantindo que a Junta permaneça no município.

A Junta Comercial precisou se desvincular da Acepb, onde realizava o serviço à população, em decorrência de uma decisão do Tribunal de Contas do Estado do Paraná que apontou não ser mais possível que entidades empresariais privadas recebessem repasses para manter o funcionamento do escritório da Jucepar em suas estruturas físicas.

Assim, de acordo com o contador e presidente do Siconp, Sérgio Bebber, o tribunal não consegue mais repassar recursos para as entidades onde estão estabelecidas as juntas comerciais. “Evidentemente tem um custo bastante alto para a manutenção da Junta. Então, nós da classe contábil, conversando com os contadores, através do Sindicato dos Contabilistas de Pato Branco (Siconp), resolvemos assumir esses custos para que não ficássemos sem o serviço da Jucepar em Pato Branco, que é essencial tanto para a classe contábil quanto para a classe empresarial. Caso contrário teríamos que nos deslocar a outras cidades onde tem a Junta Comercial, explicou Bebber.

Nova sede

A partir dessa terça-feira (25), a Junta Comercial passou a funcionar junto à sede do Siconp, no Uno Shopping. “O trabalho será realizado da mesma forma como ocorria na outra sede, o atendimento será o mesmo. O contador ou o empresário que necessitar dos serviços deve se dirigir até a sede da Junta Comercial e será atendido normalmente como era antes”, destacou.

Bebber frisou a importância da parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, através do secretário da pasta, Osmar Braun Sobrinho, o Siconp e o governo do Estado. “Firmamos o convênio que garantiu que a Junta permanecesse em Pato Branco. Com o convênio, a prefeitura cedeu o funcionário, a Junta Comercial forneceu toda a estrutura de Curitiba e o sindicato ofereceu toda a organização, como a compra de computador, impressora, mesa e demais itens para que fosse montado o escritório, além de arcar com as despesas de material e energia elétrica”, revelou.

Principais serviços

São vários os serviços que a Junta Comercial oferece, como abertura de empresa, alterações de contrato, distrato, fechamento de empresa, autenticação de livros, diários, atas, entre outros.

“São vários os serviços diários que os contadores necessitam na Junta Comercial. Se Pato Branco perdesse a Jucepar, teria que solicitar os serviços em Coronel Vivida, onde ainda há unidade funcionando, e por ser a mais próxima. Porém, devido a essa questão dos custos, tem várias Juntas fechando. Chopinzinho, por exemplo, não tem mais o atendimento da Jucepar e os contadores têm que vir a Pato Branco, como ocorreu nessa segunda-feira (24). Parece que o serviço também está fechando em outros municípios do Sudoeste, e se Pato Branco também fechasse a Junta Comercial, estávamos prevendo atendimento em Cascavel ou Curitiba”, frisou.

Atendimentos

A relatora da Junta Comercial de Pato Branco, Cledineia Rovea Correa, contou que por mês a unidade atende cerca de 300 pessoas, que  protocolam alterações, baixas, constituição de empresa, livros, entre outros serviços.

“Meu trabalho como relatora é relatar os processos, ler, encontrar erros, devolver, se for o caso, e autenticar. No começo da pandemia, a maioria dos processos que entraram na Junta foi de baixa de empresas, mas agora tem entrado bastante inscrições de novas empresas e alterações normais do dia a dia. Porém o fluxo normal não baixou, em média atendemos 280 processos por mês”, revelou.

Cledineia explicou que atualmente, como o serviço é realizado de forma digital, os processos são scaneados e entram em uma fila estadual, onde seguem para análise de um dos 60 relatores que atuam no Paraná.

“Vamos fazendo o que chamamos de ‘pesca’. Digitamos no sistema e pegamos os processos conforme a fila, independente de que cidade eles sejam. No meu caso, por exemplo, analiso, processos de Curitiba, Guarapuava, Londrina, Coronel Vivida, Palmas, entre outros, assim como os demais relatores. Em Pato Branco só recebemos os documentos locais e de municípios da região onde não tem Junta. Porém a análise do processo é feito de forma digital por qualquer um dos relatores que atuam no Paraná”, frisou.

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