Pato Branco

Suspensos desde o início da pandemia, voos para Pato Branco seguem sem data de retorno

Estimativa é de que mais de 12 mil pessoas deixaram de embarcar e desembarcar no Juvenal Cardoso - Foto: Arquivo Diário do Sudoeste

Tão logo as primeiras medidas de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus começaram a ser adotadas em todo o Estado, os voos de Pato Branco a Curitiba foram suspensos. Assim, desde a segunda metade de março, os voos não estão ocorrendo.

Em agosto, a Azul Linhas Aéreas, companhia que opera no Aeroporto Municipal Juvenal Cardoso de Pato Branco, foi autorizada a retomar uma série de atividades aéreas, dentre elas Cascavel.

Naquela ocasião, a assessoria de imprensa da companhia informou que não havia previsão para a retomadas dos voos no sudoeste do Paraná.

Nesta terça-feira (20), a companhia voltou a afirmar por meio de nota à imprensa que ainda não há “previsão de retomar as operações em Pato Branco.”

Firmado no ano passado, o programa que reduz alíquota de 18% para 7% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do combustível para a aviação, segue sendo mantido, segundo a companhia, mesmo com a redução dos números de voos no Estado.

A empresa ainda aponta que para a retomada dos voos para Pato Branco, uma série de fatores devem ser observados, pontuando assim que “além das questões econômicas e a desaceleração da demanda, a companhia precisa avaliar quando será possível o retorno das operações na cidade, tendo em vista o tempo necessário para reintroduzir aeronaves em voo e também para alinhar escalas com as tripulações”, diz a nota.

Circulação e passageiros

Tendo por base os números de 2019, o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Braun Sobrinho estima que mais de 12 mil pessoas deixaram de embarcar e desembarcar em Pato Branco, devido a pandemia.

Ainda conforme o secretário, a não operação da linha aérea neste momento de cuidados com a saúde, contribuem para o não faturamento, no entanto, o investimento feito na estrutura deve ser revertido ao município a longo prazo.

Braun também pontua que a busca por homologação de novos voos também é importante para que o déficit seja suprimido com o passar do tempo. “Este é um investimento [aeroporto], que o Município faz por tudo o que representa uma linha aérea”, afirma o secretário deixando subtendido ganhos como a facilidade em deslocamento e a busca de novos investidores no município.

O secretário revela ainda que vem mantendo contato semanal com Ronaldo Veras, assessor da presidência da companhia aérea, que vem reafirmando a intenção de voo em Pato Branco.

Programa estadual

Foi em setembro de 2019, que o governo do Estado, anunciou o programa de redução do ICMS do combustível para a aviação.

A medida não ocorreu apenas no Paraná, mas também em São Paulo e no Rio Grande do Sul, e possibilitou aos estados garantir novos itinerários, fato que com a pandemia regrediu chegando a um encolhimento do tráfego aéreo.

Risco de exposição

Na semana passada, um estudo do Departamento da Defesa dos Estados Unidos, afirmou ser muito baixo o risco de exposição ao coronavírus em aviões, o que foi visto como um sinal positivo para o setor aéreo, que tenta se recuperar do efeito devastador da pandemia sobre as viagens. 

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