Política

Disputa em São Luís expõe racha na base de Flávio Dino

O 2º turno das eleições municipais de 2020 em São Luís evidencia um racha na base do governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB). Isso porque parte dos seus ex-secretários que saíram candidatos nesta eleição anunciaram apoio e estão participando da campanha para o deputado federal Eduardo Braide (Podemos), que foi o candidato mais votado do primeiro turno e que lidera as pesquisas eleitorais para o segundo turno, contra o deputado estadual Duarte Junior (Republicanos), que recebeu apoio explícito de Dino para a segunda fase da eleição na capital maranhense.

A lista de apoiadores de Braide incluem o 3º colocado do 1º turno, o deputado estadual Neto Evangelista (DEM), que foi secretário de Dino e os também deputados estaduais Yglésio Moyses (PROS), que ficou em oitavo lugar na 1º etapa da votação e que está na base governista na Assembleia Legislativa do Maranhão, e Carlinhos Florêncio, que é do mesmo partido do governador. O racha ainda inclui aliados históricos como o ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) e a viúva do ex-governador e ex-prefeito da capital Jackson Kepler Lago, Clay Lago, cujo apoio tem um peso político significativo no Maranhão.

O cenário político da capital reforça o que aconteceu nos principais colégios eleitorais do Estado: a fala de Flávio Dino não foi decisiva para eleger prefeitos aliados, como foi o caso de Imperatriz, onde o deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB) foi derrotado pelo atual prefeito Assis Ramos (DEM), que se reelegeu. Além disso, seu partido encolheu, saindo de 46 prefeituras conquistadas na eleição de 2016 para 22 neste ano.

A campanha do segundo turno deixou propostas de lado e girou em torno de troca de acusações entre os candidatos. Na mais recente pesquisa do Ibope, divulgada nesta sexta-feira, 27, Eduardo Braide tem 54% dos votos válidos ante 46% de Duarte Júnior – o levantamento, encomendado pela TV Mirante, foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo MA-05555/2020. A margem de erro é de três pontos porcentuais.

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