Política

Polícia Civil está atenta a fake news no processo eleitoral

Delegado Helder Lauria afirma que Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos dará apoio as delegacias - Foto: Marcilei Rossi

Foi em 2018, que as redes sociais, aplicativos de mensagens e a internet se apropriaram do processo eleitoral. Em vias de um novo processo eleitoral, autoridades se demonstram preocupadas com a disseminação das fake news [notícias falsas].

Mesmo antes do processo eleitoral propriamente dito em andamento a Polícia Civil de Pato Branco vem se demonstrando atenta a esta prática.

O delegado chefe da 5ª Subdivisão Policial (SDP), Helder Lauria, pontua que existe um receio de que a prática observada nas eleições de 2018, se concretize de forma ainda maior, uma vez que as pessoas estão cada dia mais conectadas. “Estamos vendo que nessa eleição pode ocorrer também [fake news], até numa proporção um pouco maior.”

Lauria define a internet como uma ferramenta importante, que contribui com a população, contudo, adverte que é necessário cuidado e verificação de fontes. “Fake news hoje na questão eleitoral é crime, está penalizado pelo Código Eleitoral, com pena de um ano. Então qualquer ataque a partido político ou candidato, que seja injurioso, que seja mentiroso, é questão de crime”, adverte o delegado dizendo esperar que o processo eleitoral em Pato Branco e região transcorra de forma limpa e sem a interferência das falsas notícias.

Segundo o delegado, já existem boletins de ocorrência registrado na 5ª SDP, onde são relatados ataques que envolvem questões políticas, e que neste momento estão em investigação dentro da rotina de trabalho dos policiais da unidade.

No entanto, o delegado revela que manteve contato com o Núcleo de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Paraná, situado em Curitiba. Será esta equipe que vai dar apoio as delegacias do interior do estado, quanto a questões mais complexas referente as fake news. “A denúncia que chegar aqui, e for observada que é fake news, independente de quem seja a vítima, nós vamos apurar.”

Recomendações

A advertência do delegado é para que a população consulte as fontes oficiais para checar a veracidade da informação recebida. Para tanto, ele indica consulta em órgãos de imprensa.

 Ele também chama a atenção para o repasse de falsas notícias, uma vez que, quem distribui este tipo de informação, pode ser enquadrado em crime, que pode ter pena de um ano, além de multa, que é aplicada pelo Judiciário.

TSE

Na semana passada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, chamou os cidadãos ao compromisso com o diálogo democrático e responsabilidade ao compartilhar informações.

Em vídeo propagado pelas redes sociais do Tribunal, a campanha “Se for fake news, não transmita”, tem como objetivo conscientizar sobre a importância de não repassar notícias falsas. Ela dá ênfase no impacto negativo destas informações deturpadas, no processo democrático em ano eleitoral.

No vídeo, Barroso afirma que a liberdade de expressão é uma das maiores conquistas da civilização. O respeito aos diversos pontos de vista é, para o ministro, uma das belezas do regime democrático. “A vida tem muitos pontos de observação e a verdade não tem dono”, afirma.

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