Requião perde disputa pela presidência e assina desfiliação do MDB

Redação com Agências

No último sábado (31), o deputado estadual Anibelli Neto venceu a convenção do MDB do Paraná com 203 votos, contra 77 da chapa liderada pelo ex-senador e ex-governador Roberto Requião. A votação, em Curitiba, ocorreu de forma híbrida – presencial e online.

Com o placar, Anibelli terá uma difícil tarefa pela frente, conduzir o partido a sua reconstrução para candidatura própria nas eleições para governador em 2022 e montar chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

Após a derrota, Requião decidiu deixar a sigla e assinou a desfiliação do MDB, depois de 40 anos Há frente do partido e do qual era o filiado número 1.

Caso

Requião disputava a presidência com Neto, que é aliado do governador Ratinho Junior (PSD). Na ocasião, o ex-senador disse estar vendo  o partido se aproximando do presidente Jair Bolsonaro no Paraná. “O rato e o Bolsonaro sequestraram o MDB. O partido acabou”. Ainda no domingo (1º) Requião anunciou a saída do partido, destacando que “Aristóteles dizia que o homem é um animal político. Sou assim. Saí do MDB porque meu velho MDB de guerra acabou. Vou continuar fazendo política para o bem de meu país e do nosso povo”.

Candidatura

Crítico a Bolsonaro, Requião quer lançar uma candidatura ao governo do Paraná em 2022. Ele abriu uma enquete no Twitter perguntando aos seguidores em qual partido deve se filiar, citando PDT, PT e PSB, todos de oposição ao governo federal. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que já enfrentou Requião em disputas no Estado, convidou o ex-governador para se filiar à legenda. “Fique certo que não te faltará trincheira para ser candidato ao governo do Paraná”, escreveu, Hoffmann, em mensagem no Twitter.

Desfiliação

Nessa segunda-feira (2), em suas redes sociais, Requião confirmou que enviou aos diretórios municipal, estadual e nacional pedido de desfiliação. “Saio do PMDB porque o partido é um instrumento legal para fazer política, e quando ele deixa de servir para a boa política, para a defesa do Paraná, para defesa da nossa gente, ele já não serve para nada”.

No vídeo que confirmou sua saída do MDB, Requião criticou não só a escolha dos agora ex-correligionários pelo nome de Anibelli Neto para conduzir o partido, mas também da postura do diretório Nacional, ao qual ele afirmou que já não vinha se identificando.

Ainda com relação ao partido em nível estadual, o ex-governador falou que “vi que o partido acabou. Na mão dessa gente só pode haver molecagem, não política partidária”.

Aquele que foi a maior representatividade da legenda por anos no Paraná, conclamou os emedebistas que assim como ele discordam dos caminhos tomados, para deixarem partido. Sem revelar aonde deve aportar, Requião disse “esperar o acolhimento de um partido popular, nacionalista e democrático”.

Diretório estadual

O deputado Anibelli Neto assumiu oficialmente na manhã dessa segunda-feira a presidência do MDB paranaense. Em reunião na sede do diretório estadual, foi formada a nova comissão executiva: presidente – deputado Anibelli Neto; vice-presidente – ex-deputado Nereu Moura; 2º vice-presidente – ex-deputado Renato Adur; 3º vice-presidente – Gerson Colodel; secretário-geral – Junior Weiller; secretário adjunto – Rogério Carboni; tesoureiro – Sergio Souza; tesoureiro adjunto – Marcio Marcolino; vogais: Gertrudes Bernardes, Flavio Zanrosso, Adalberto Luniti e Paulo Furlatti; suplentes: Luciane Teixeira, Lugia Pessuti, Roberto Ballico e Rafael Cantagalo.

Ao comandar a reunião, Anibelli Neto afirmou que a nova executiva vai trabalhar e organizar o partido em todo o Estado. “Espero que lideranças históricas permaneçam no partido e vamos trabalhar juntos. Agora vamos sair da retórica e ir para prática, logo vamos começar as reuniões da comissão executiva, começar a fortalecer nosso partido e correr o Paraná para montar nossa chapa vencedora de deputados para as próximas eleições”, afirmou.

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