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Após 40 dias internada, mãe se recupera e conhece filha aos 36 dias de vida

Após conhecer a filha, pessoalmente, Vanessa voltou a produzir leite e já está amamentando a pequena - Crédito: Arquivo pessoal

No fim de julho Vanessa contraiu a covid-19 e por isso, precisou passar por um parto emergencial. Depois disso, foi separada da filha e ficou, por um longo período, na UTI

Na quarta-feira (9), após 40 dias internada, uma paciente do Instituto de Saúde São Lucas (Issal) de Pato Branco, teve alta hospitalar e, pela primeira vez, pode pegar no colo sua filha, que nasceu de uma cesária de emergência após sua mãe contrair a covid-19 e ter complicações em sua gestação.

A paciente que ficou a maior parte de seu internamento em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sedada e intubada, a técnica em agropecuária, Vanessa Garcia Sberse, deu entrada no Issal em Pato Branco, sendo considerada uma paciente com gravidez de risco e suspeita de covid-19.

Já no primeiro momento no hospital, a mãe, com 24 anos de idade, precisou ser intubada, pois, como conta o pai, Jovane Sberse, logo após receber a medicação ela passou a registrar pressão alta e também desenvolveu uma diabetes. “Eles [os médicos] falam que é por causa do vírus mesmo. E ai, fizeram o parto, no dia 4 de agosto. Ela entrou dia 30 no hospital, foi pra UTI e uns dois dias depois fizeram a cesária de emergência, porque a pressão dela estava muito alta”, contou o pai.

Antes do hospital

Segundo seu esposo, a mulher, assim como ele, já havia feito um teste para a doença, quando foi internada. Porém, o resultado do exame demorou mais de 20 dias para ficar pronto.

O marido de Vanessa relatou ao Diário do Sudoeste que inicialmente, foi ele quem teve os primeiros sintomas da covid-19 em casa, tendo apresentado febre, dor no corpo por uns dois dias e perda do olfato. “Uns quatro dias depois que deu os sintomas em mim, começou a dar na Vanessa. Ela teve dor de cabeça e febre. Nós fomos até o posto e fizemos o teste […] uns quatro dias depois ela começou a sofrer para respirar e foi consultar, onde a doutora falou que poderia ser por causa da gravidez. No outro dia, passou mal de novo e ai formos para o hospital em Palma Sola, onde o doutor recomendou uns remédios que não resolveram muito. No outro dia, ela estava com mais dificuldade ainda para respirar. Fomos no posto em São Bernardino e dali nos transferiram para Palma Sola, onde nos encaminharam para Pato Branco.”

Foto: Divulgação Issal

Problemas no internamento

Sberse contou ao Diário que, antes de conseguir um leito disponível no hospital em Pato Branco, a família ficou cerca de dez horas em um hospital de Palma Sola esperando pela transferência de Vanessa para um leito de UTI.

Segundo ele, os hospitais não a aceitavam como paciente por se tratar de uma grávida de risco suspeita de covid-19. “Foi então que o médico colocou seus dados em uma central de covid-19 mesmo. Pela localização, ela poderia ir para Pato Branco, São Miguel, e outro município. Foi então que, as 22 h, conseguiram a transferência para ela”, disse contando que “Vanessa ficou do meio dia até as dez horas da noite no hospital de Palma Sola somente no oxigênio.”

Internamento de Ágata

Após o nascimento da pequena Ágata Sberse, em 4 de agosto, ela e a mãe, que estava sedada e intubada, até mesmo durante a cesária de emergência, foram separadas.

Como no Issal não haviam leitos de UTI exclusivos covid-19 infantil, Vanessa contou que a neném foi internada na Policlínica de Pato Branco, pois, como a mãe e o pai já haviam positivado para a doença, a pequena era suspeita e com isso precisava de um leito exclusivo covid-19 para seu isolamento.

“Graças a Deus o resultado do teste dela deu negativo e ela pode sair do isolamento”, contou a mãe emocionada em relatar que durante cinco dias a menina ficou sozinha no isolamento. “O Jovane só conseguiu ver ela no Dia dos Pais, cinco dias depois que tinha nascido.”

Ágata, que ficou internada no hospital por 17 dias, recebendo alta em 21 de agosto, contraiu uma infecção no sangue durante seus primeiros dias. Porém, a menina já foi medicada e está bem.

Reencontro

Agora em casa, a mãe conta que logo após dar alta da UTI e voltar para seu quarto na enfermaria, a primeira coisa que fez foi conhecer a filha. “E ontem [quarta] consegui pegar ela no colo e sentir seu cheirinho. Isso não tem explicação. Até o meu leite, no momento que eu vi ela, começou a descer, foi totalmente incrível, assim como rever meu filho de três anos. Agora em casa, eu já estou amamentando”, disse a mãe contando que está bem e saiu da UTI sem nenhuma sequela.

Vídeo divulgação Issal
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