Região

Condenado na Lava Jato, Nelson Meurer está internado com suspeita de covid-19

Ex-deputado federal, Nelson Meurer, é o primeiro político pela operação Lava Jato e cumpre no Presídio Estadual de Francisco Beltrão a pena de 13 anos e 9 meses.
Foi do presídio que na terça-feira (7), Meurer que, em este mês completa 78 anos foi transferido para a Policlínica São Vivente de Paula, também em Francisco Beltrão.
Ele apresentou sintomas gripais, foi medicado e testado para covid-19. O primeiro resultado de negativo, mas com a internação foi novamente submetido a exame e aguarda contraprova.

Pandemia
Com os primeiros casos de covid-19 sendo registrado no Brasil, a defesa de Meurer pediu o benefício de prisão domiciliar para o ex-deputado, no entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão do ministro Edson Fachin negou o pedido. 
 

Prisão

A prisão de Meurer, foi determinada pelo ministro do STF Edson Fachin em 30 de outubro de 2019. O ex-deputado federal pelo PP foi condenado em 2018 pela Corte a 13 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Meurer é o primeiro condenado pelo STF na Operação Lava Jato que vai cumprir pena.

Em maio de 2018, o ex-parlamentar foi condenado pela Segunda Turma do STF acusado de receber R$ 4 milhões em vantagens indevidas oriundas da Petrobras. O filho do deputado, Nelson Meurer Júnior, também foi condenado, mas a uma pena menor, de 4 anos e 9 meses de prisão em regime aberto.

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que fez a acusação, o dinheiro teve origem em contratos da Petrobras e consistia em repasses por empresas fictícias operadas pelo doleiro Alberto Youssef e por intermédio do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, dois delatores do esquema de corrupção na Lava Jato.

O colegiado também decidiu que Meurer e o filho deverão ressarcir a Petrobras em R$ 5 milhões após o fim de todos os recursos.

No julgamento, a defesa afirmou que não há provas de que o deputado tenha dado sustentação política a Paulo Roberto Costa na Petrobras e que tenha participado dos desvios na estatal. Segundo o advogado, a denúncia foi baseada em presunções da acusação. Para a defesa, o deputado não pode ser acusado somente por ter sido líder do PP em 2011, por seis meses, e ter sido amigo do ex-deputado José Janene, morto em 2010, e acusado de participar da arrecadação de propina para o partido.

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