Coronel Vivida ultrapassa 4.500 pulseiras utilizadas na identificação da covid-19

As pulseiras só podem ser colocadas e tiradas pelos profissionais habilitados pela Saúde (Crédito: Divulgação/Secretaria Municipal de Saúde)

Na próxima semana, Coronel Vivida completa o terceiro mês, desde que foi sancionada pelo prefeito Anderson Barreto a Lei Nº 3.057, a qual dispõe a identificação das pessoas com suspeita ou positivadas pela covid-19, por meio de pulseiras fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo a dirigente da Divisão da Atenção Básica, Dirceia Borges Fernandes, até na tarde de terça-feira (20), cerca de 690 pulseiras de pacientes positivados para doença foram inseridas no município (vermelha).

Em relação as pulseiras de suspeitos, ela informa que são mais de 1.200 aos pacientes notificados (amarela). Contudo, acrescenta que o total das pulseiras de suspeitos é superior a 3.900, levando em consideração que os familiares dos pacientes suspeitos também as recebem.

Dirceia diz que esses números correspondem para todas as inserções feitas, tanto no laboratório ou consultório particular, como no hospital, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h), bem como na Unidade Sentinela, situada na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Madalozzo.

“Lembrando que, no caso dos familiares, na maioria das vezes a inserção das pulseiras é feita pelo próprio Agente Comunitário de Saúde (ACS), durante a visita de monitoramento deste paciente fonte”.

Ela também destaca que a troca da pulseira de suspeito (amarela), pela confirmado (vermelha) é feita muitas vezes pelo ACS, durante a visita domiciliar de monitoramento e de informe de resultado positivo.

“Ainda, nas UBS próximas à residência desse paciente; na UPA 24h; na Unidade Sentinela; bem como no próprio consultório particular, que ele fez a consulta e volta para mostrar o resultado; ou laboratório”, diz, completando que as pulseiras só podem ser tiradas pelos profissionais habilitados pela Secretaria Municipal de Saúde.

Descumprimento

Assim como em outras situações, há quem tenha certa resistência em relação à utilização das pulseiras [consequentemente, não obedecendo ao isolamento social durante o período em que possa haver a transmissão do vírus].

“Tem àquele que não quer colocar a pulseira; outro que não quer manter o isolamento. Para isso, a equipe da Vigilância Sanitária nos auxilia nesse processo de conversa, de conscientização. Também na fiscalização, se a medida está sendo cumprida ou não”, afirma a dirigente da Divisão da Atenção Básica.

Conforme a chefe da Seção da Vigilância Sanitária, Ana Caroline Sedor, até a última terça-feira houve 18 autuações [com imposição de penalidade] por descumprir o isolamento de suspeita ou por estarem positivo para a covid-19.

Ela ainda apresenta dados referentes aos demais descumprimentos [todos com imposição de penalidade], registrados desde o mês de fevereiro deste ano, quando foi elaborado o Decreto de Imposição de Penalidade: 73 por aglomeração; sete pelos cidadãos que descumpriram o horário imposto pelo decreto; e duas pelas empresas que não cumpriram o horário de atendimento imposto pelo decreto.

Referente a todos esses descumprimentos, segundo o secretário de Administração e Fazenda, Carlos Lopes, até então foram recolhidos R$ 12.500.

Ele afirma que, “quem é multado e não recolhe, os valores vão para o CPF dessa pessoa e ficam em dívida ativa no Município”, explicou, informando que esses recursos das multas covid-19 são destinados para ações de combate à pandemia.

Avaliação

Para a dirigente da Divisão da Atenção Básica, “essa medida está sendo bem válida, porque se o povo realmente enxerga um paciente com pulseira, entra em contato pelo “Disque denúncia” ou informa alguma das UBS”.

Ela acrescenta que isso é importante “para que consigamos fazer o acompanhamento e investigando se esse paciente suspeito/contaminado de fato estava transitando em lugares impróprios ou buscando consulta/reavaliação médica por não estar bem. Então fazemos sempre essa investigação, para ver o que estava acontecendo com o paciente”.

Segundo a dirigente, essa medida, somada aos cuidados — como o uso de máscara, álcool em gel, lavagem das mãos, distanciamento e da etiqueta respiratória [espirrando na região do cotovelo e usar lenço descartável] — e ao número expressivo de vacinas já aplicadas, está ajudando na diminuição da transmissão e redução dos casos.

Contudo, por mais que tenha havido redução, ela reforça o pedido à população, “para que evite aglomeração; não compartilhe copos, talheres, chimarrão, cerveja, entre outros. Também que não deixem de usar máscara e álcool em gel. Não precisa que tenha alguém na porta do estabelecimento. Eu tenho que saber que é minha responsabilidade, minha saúde e chegar nos lugares, colocando o álcool em gel nas mãos. Isso porque não estamos livres da contaminação do vírus”.