Entidades seguem se articulando para a audiência pública das rodovias

“Um mal necessário”, assim o presidente da Amsop, Nilson Feversani define a implantação de praças de pedágio no Sudoeste

O debate entorno do novo modelo de concessão de rodovias no Paraná segue envolvendo diversos núcleos setoriais. Se por um lado, em novembro de 2021 serão finalizados os contratos existentes, por outro, o Ministério da Infraestrutura por meio da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), apresentou proposta de um anel viário que amplia as rodovias federais no Estado.

Com a nova modelagem, estão previstas 15 novas praças de pedágio, sendo quatro no Oeste, três no Sudoeste, três no Noroeste, duas no Norte e três no Norte Pioneiro. Quatro das dez praças de pedágio mais caras do Brasil estão no Paraná. Além disso, muitas obras previstas até o final do atual contrato não foram realizadas ou foram suprimidas, como duplicações de rodovias e construção de trevos e contornos. Para os deputados da Frente Parlamentar, três critérios deverão ser adotados na nova modelagem de concessão: menor preço, mais obras e em menos tempo.

Na sexta-feira (12), em Cornélio Procópio, a Frente Parlamentar sobre o Pedágio, da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), debateu com lideranças a temática em mais uma audiência pública.

Na sexta-feira (19), às 9h, será a vez do Sudoeste debater o modelo de concessão na região. Marcado para ocorrer na sede da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), a audiência terá transmissão pela TV Assembleia.

Como forma de alinhar o discurso, a Amsop reuniu lideranças de toda a região. O encontro segundo o presidente da entidade, e prefeito de Bom Sucesso do Sul, Nilon Feversani foi uma espécie de “prévia” da audiência da próxima sexta.

Feversani destacou que foi realizado um levantamento do que é a demanda do Sudoeste, neste processo de concessão de rodovias. Segundo o que o grupo apontou na pauta de apontamentos que devem ser elencados na audiência pública, o custo baixo na tarifa do pedágio, [a proposta apresentada pela União, é de 40% de aumento do valor do pedágio após a duplicação das rodovias], já os movimentos sudoestinos vão lutar para que o aumento fique 27%.

Na lista do grupo, o pedido de agilidade nas obras, transparência, revisão da proposta do contorno de Marmeleiro. Ainda foi ventilada a possibilidade de instalação de uma praça de pedágio em Clevelândia ou Palmas, para assim contemplar o trecho entre Pato Branco e Palmas, que na proposta apresentada pelo Ministério da Infraestrutura não consta no projeto de anel de integração.

Mal necessário

Para Feversani, o pedágio é “um mal necessário. Hoje se não tivermos os pedágios, não termos vias de qualidade”, pontuou o presidente da Amsop falando que a comunidade está propensa a uma modelo de rodovia de qualidade, com as obras feitas e com tarifa condizente a realidade.

Reunião virtual

Ainda na quinta-feira (11), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) realizou uma reunião virtual com o engenheiro, mestre em Transportes, e gerente de Assuntos Estratégicos da Fiep, João Arthur Mohr, onde o tema central foi a concessão de pedágios.

Mohr destacou que como as concessões vigentes encerram em novembro de 2021, “existe muito tempo para o debate. É importante que a gente faça essa discussão ampla, sem correria, para que possamos efetivamente colocar a vontade da pessoa que é mais importante em todo esse modelo, que é o usuário.”

O engenheiro destacou que mais de 80% da movimentação dos portos no Paraná é feita por rodovias. “É importante para a competitividade da nossa indústria, da agroindústria, da agricultura, que tenhamos um modelo de pedágio, que seja condizente e que não impeça a competitividade.”