Região

Estado aguarda liberação de financiamento para melhorias na PR-280

Estimativa de investimento para a pavimentação de mais de 50 quilômetros com concreto, e trechos de terceiras faixas, é de aproximadamente R$ 51 mi

Sempre cobrada, a melhoria na pavimentação da PR-280, voltou aos holofotes, com mais luz, nos últimos meses. O governo do Estado, que vem desde 2018 pontuando a necessidade da realização do Banco de Projetos, afirmou, em meados de junho, que mesmo em meio as dificuldades econômicas pela queda da receita, em virtude da pandemia do novo coronavírus, mantém em seu cronograma os investimentos em logística, o que implica em dizer, a recuperação, mesmo que por enquanto, parcial da rodovia. 

Foi também em junho, que o governador Ratinho Junior, em videoconferência com dirigentes do Sistema Ocepar, afirmou que “as obras começam ainda este ano.”

Na oportunidade, o governador pontuou alguns itens do que deve ser o novo sistema viário da rodovia, inclusive destacando a intenção de pavimentação de um trecho em concreto, o que deve ser o primeiro do Estado, na região de Palmas.

Nesta terça-feira (4), cumprindo agenda em Palmas, o chefe da Casa Civil, Guto Silva, em julho de 2019, descreveu a rodovia “em situação deplorável”, afirmou que “a PR-280 é um sonho enorme do Sudoeste. É uma briga e todos nós sabemos que essa rodovia se transformou uma rota de fuga do pedágio, é nossa artéria principal.”

Afirmando ter ouvido do governador, que deveria buscar uma solução para a rodovia, iniciou a fase de elaboração dos projetos.

O projeto a que Guto se refere é a pavimentação com concreto de um trecho de 51 quilômetros de Palmas a Horizonte [região do Parque Eólico], além de 19 quilômetros de terceiras faixas, para garantir a trafegabilidade em pontos tidos como críticos da rodovia.

A estimativa é de um investimento de aproximadamente R$ 51 mi, contudo, Guto destacou “o Governo fez um projeto, o licitou e os projetos já estão prontos. Porém, tem projeto, mas não tem dinheiro [com essa pandemia].”

A intenção é capitanear o recurso via financiamento junto ao Governo Federal, e o pedido já está na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com o chefe da Casa Civil, a expectativa é de que a autorização do limite do financiamento ocorra ainda este mês, assim, a licitação teria início na segunda quinzena de setembro, e seguindo os trâmites normais as obras começam este ano, com prazo de execução de 12 meses.

O deputado estadual, Luiz Fernando Guerra, que protocolou uma série de pedidos para a melhoria da rodovia, voltou a destacar que são pelo menos 50 anos de lutas da região para a melhoria da via.

Gambiarra

Ao se referia ao tipo de pavimento escolhido para o trecho em Palmas, Guto Silva afirmou que a rodovia não aguenta mais “gambiarra”, ao se referir, a operações tapa-buracos e cortes de pista que recebem nova camada asfáltica, investindo segundo ele recursos na ordem de R$ 10 mi a R$ 20 mi. “Vamos fazer uma estrada decente”, disse ao estimar que para resolver a problemática de toda da rodovia, seriam necessários aproximadamente R$ 17 mi.

Ele também não detalhou quais devem ser os pontos da PR-280 compreendidos pelo Programa de Revitalização da Segurança Viária do DER, no entanto, a expectativa é de que os pontos de terceiras faixas sejam aplicados em 27 locais.

A perspectiva é de que eles ocorram entre União da Vitória, no entroncamento com a BR-153, a Palmas; na altura de Pato Branco e Vitorino e em pontos distribuídos ao longo da rodovia até Marmeleiro.

Privatização

Ao mesmo tempo em que medidas são sinalizadas para melhorar as condições da PR-280, nos últimos anos ganhou força também a possibilidade de repasse da rodovia para a União.

Em junho, Ratinho Junior e o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex pontuaram a intenção de que a via passe a compor o pacote de investimentos do Ministério da Infraestrutura, e assim formar “o novo anel de integração”.

Nessa terça, Guto voltou a afirmar que “a rodovia PR-280 deve entrar no lote de pedágio. Juntamente com a PR-323, na região de Umuarama; e a PR-092, no Norte Pioneiro; mais o anel viário.”

Segundo ele, há o entendimento do Governo Federal de que estas rodovias paranaenses são artérias importantes de deslocamento.

Guto disse ainda que a rodovia não pode mais esperar, ao se referir a recursos próprios para a melhoria da via e assim, deixa-la em condições adequadas para o tráfego, e enfatizou que “qualquer intervenção que façamos na rodovia hoje, conseguimos abater depois em tarifa [do pedágio]. Então pavimentação de concreto ou as terceiras faixas, tudo isso vai aumentar a capacidade da rodovia, e naturalmente o objetivo é depois, em um segundo momento, poder abater na tarifa, uma tarifa que não prejudique a nossa economia.”

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